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“Woman Unknown” leva prêmio principal do Festival de Veneza

Atualizado em 13/09/2026 às 07:20 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O drama pós-guerra “Woman Unknown”, dirigido pela cineasta dinamarquesa May el-Toukhy, conquistou o Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Cinema de Veneza, no sábado. A protagonista Mathilde Arcel também foi premiada como melhor atriz, configurando uma rara vitória dupla para o mesmo filme.

Ambientado logo após a Segunda Guerra Mundial, o longa acompanha uma empregada doméstica interpretada por Arcel, cujo relacionamento passado com um soldado alemão ameaça destruir seu futuro. A trama se desenrola em uma Dinamarca recém-liberada, onde mulheres acusadas de confraternizar com as forças de ocupação alemãs eram frequentemente submetidas à justiça popular.

El-Toukhy foi a única mulher a dirigir um longa-metragem na seleção principal do festival, composta por 21 filmes. A disparidade gerou críticas durante o evento e levou a uma nova análise das barreiras enfrentadas pelas mulheres no cinema. A diretora afirmou que as cineastas continuam enfrentando maiores dificuldades para garantir financiamento, o que limita orçamentos, oportunidades de elenco e, em última instância, o acesso aos principais festivais. A presidente do júri principal, a atriz e diretora norte-americana Maggie Gyllenhaal, também se pronunciou, dizendo que as cineastas muitas vezes não conseguem financiamento porque as histórias que querem contar não são consideradas importantes. O diretor do festival, Alberto Barbera, defendeu a programação predominantemente masculina, insistindo que as decisões de seleção foram baseadas no mérito artístico e não em cotas.

O cineasta sul-coreano Lee Chang-dong ficou com o Leão de Prata por “Promised Love”, enquanto o diretor de origem russa Ilya Khrzhanovsky ganhou o prêmio de melhor diretor por “DAU”, projeto filmado em grande parte na Ucrânia antes da guerra em curso. Em seu discurso de agradecimento, Khrzhanovsky, que renunciou à cidadania russa, dedicou o prêmio à Ucrânia. John Malkovich foi eleito melhor ator por seu papel como um agente da CIA envelhecido e inconformista na comédia de Martin McDonagh, “Cavalo Selvagem Nove”.

O festival também teve destaque político. O documentário “NAZA”, dos diretores israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor, recebeu o Prêmio Especial do Júri. Baseado em entrevistas anônimas com 24 oficiais de inteligência e soldados israelenses, o filme acusa as Forças Armadas de Israel de aprovar rotineiramente mortes em massa de civis ao atacar militantes na Faixa de Gaza. Israel negou a acusação. A obra recebeu uma ovação de pé de 25 minutos em sua estreia. Stephane Brize, Coralie Amedeo e Olivier Gorce levaram o prêmio de melhor roteiro por “A Good Little Soldier”, e Malou Khebizi foi eleita a melhor jovem atriz revelação por “A Place To Heal”.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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