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Polícia Federal solicita ampliação de prazo para investigar Lulinha

Atualizado em 24/10/2026 às 16:50 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um acréscimo de 90 dias para dar continuidade às investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito dos inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência. O pedido ocorre em um momento de estagnação das apurações na Corte.

Atualmente, existem três inquéritos abertos que investigam a conduta de Lulinha, todos com poucos avanços práticos nas últimas semanas. Dois desses processos estão sob a relatoria do ministro André Mendonça e foram enviados temporariamente ao presidente do STF, Edson Fachin, onde permanecem parados. Um terceiro caso, relatado pelo ministro Flávio Dino, também não registrou movimentações relevantes. Especialistas apontam que a proximidade do período eleitoral e o pedido da Polícia Federal por mais tempo para concluir as diligências indicam um adiamento sistemático das apurações.

A pressão política aumentou após declarações da empresária Roberta Luchsinger. Investigada em um caso sobre descontos indevidos no INSS, ela afirmou ter presenciado encontros de Lulinha com autoridades do governo federal e manifestou o desejo de fechar um acordo de delação premiada para detalhar o que sabe. O tráfico de influência ocorre quando alguém usa sua proximidade com governantes para obter vantagens para si ou para outros. Roberta alega que apresentou contatos influentes ao empresário, embora a defesa de Lulinha negue qualquer irregularidade ou benefício indevido nessas relações.

Juristas apontam diferenças no tratamento dado aos investigados. Roberta Luchsinger foi alvo de mandados de busca e apreensão, tendo seu celular e documentos recolhidos pela Polícia Federal. Lulinha, que vive na Espanha, ainda não foi ouvido pelas autoridades e não sofreu medidas semelhantes, apesar de as provas colhidas contra a empresária servirem de base para os inquéritos de tráfico de influência contra ele. Analistas questionam se a lentidão e a falta de depoimentos do filho do presidente seguem critérios objetivos ou se há interferência do cenário político institucional.

Os advogados de Lulinha afirmam que suas relações com políticos são estritamente pessoais e construídas desde a infância. A defesa critica a investigação, alegando manipulação e vazamentos de dados para prejudicar a imagem da família durante as eleições. Já a Presidência da República, por meio da Secom, declarou que o presidente Lula não conhece a lobista nem recebeu suas demandas. No debate presidencial recente, Lula sugeriu que a entrevista de Roberta poderia ter motivação eleitoral. Para o setor jurídico, a investigação só avançará se houver a verificação rigorosa de transferências bancárias.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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