Partidos de direita da Europa cobram fronteiras fechadas após caos na França
Líderes de partidos de direita no Reino Unido, Alemanha, Espanha e Itália intensificaram a pressão por leis migratórias mais rígidas após uma onda de protestos violentos que atingiu a França em outubro de 2026. Os distúrbios, marcados por saques e confrontos com a polícia, passaram a ser usados por esses grupos políticos para associar a imigração ilegal à insegurança e para cobrar mudanças nas regras da União Europeia.
A violência registrada em cidades francesas como Paris e Lyon, com imagens de veículos incendiados e prédios públicos atacados, levou partidos de direita em países vizinhos a criticar as atuais políticas de acolhimento de estrangeiros. As lideranças afirmam que a falta de controle nas fronteiras compromete a segurança nacional e a coesão social. Na avaliação desses políticos, os episódios franceses não são casos isolados, mas uma amostra do que pode ocorrer em outras nações europeias caso medidas severas de restrição e deportação não sejam aplicadas.
Parte da direita europeia aponta que os primeiros focos de conflito surgiram em bairros periféricos com alta concentração de imigrantes e seus descendentes, como Saint-Denis. Dados citados indicam que a França atingiu cerca de 8 milhões de imigrantes em 2025, o equivalente a mais de 11% da população. Políticos como Marine Le Pen e Alice Weidel argumentam que a imigração em massa dificulta a integração cultural e facilita a ação de grupos radicais. O governo de Emmanuel Macron rejeita essa conexão direta e atribui os atos violentos a criminosos comuns e a militantes de extrema esquerda que se infiltraram nas manifestações.
As propostas variam conforme o país, mas convergem para o fechamento de fronteiras e a facilitação de expulsões. No Reino Unido, Nigel Farage pressiona por ações contra entradas irregulares pelo Canal da Mancha. Na França, o partido de Marine Le Pen planeja convocar um referendo para mudar as regras de cidadania, acabando com o direito de solo para filhos de estrangeiros. Outras sugestões incluem a transferência da análise de pedidos de asilo para embaixadas no exterior e a perda de benefícios sociais para quem não possui nacionalidade francesa. Na Alemanha, o partido AfD defende a ampliação das deportações e o controle rígido das divisas terrestres.
O bloco europeu já começou a implementar o novo Pacto de Migração e Asilo, que busca acelerar a identificação de segurança nas fronteiras externas e facilitar o retorno de quem não tem permissão para ficar. Dados oficiais apontam para uma dificuldade prática: no segundo trimestre de 2026, mais de 110 mil ordens de saída foram emitidas na Europa, mas apenas cerca de um terço resultou em retornos efetivos. Além disso, países como Alemanha e Polônia já mantêm controles temporários dentro do Espaço Schengen, área de livre circulação europeia, sob a justificativa de conter o tráfico de pessoas e a pressão sobre os sistemas de asilo.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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