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Geração Z não confia na IA para emprego, mas confia para ações e apostas esportivas

Atualizado em 20/09/2026 às 08:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Geração Z vê a inteligência artificial como sua maior ameaça profissional, mas é também a geração mais disposta a entregar a ela poder sobre decisões financeiras. Segundo relatório da iCIMS Workforce, 51% dos trabalhadores da Geração Z afirmam que a IA representa a maior ameaça à sua segurança no emprego — ansiedade que persiste mesmo com 87% deles já usando a ferramenta para fins profissionais. Uma pesquisa da Robert Half aponta ainda que 24% dizem que incorporar a IA ao trabalho diário levou ao esgotamento.

A contradição aparece com força nos investimentos. Na Pesquisa de Investidores de Varejo 2026 da Betterment, com 1.000 investidores americanos ouvidos no fim de março, 48% dos investidores da Geração Z dizem que a IA já influenciou uma decisão financeira que tomaram, e 41% se sentem confortáveis em usá-la para planejamento financeiro de longo prazo. Entre os Baby Boomers, ambos os números ficam em 5%. Quando se isolam pessoas que já pagam por aconselhamento humano, a influência é ainda maior: na pesquisa Betterment Advisor Solutions 2026, feita em junho com 1.001 clientes de consultores, 65% dos clientes da Geração Z dizem que a IA influenciou uma decisão que não teriam tomado de outra forma.

Para especialistas ouvidos pelas publicações, o comportamento não é hipocrisia, mas falta de instrumentos confiáveis. A Pesquisa Modern Wealth, da Charles Schwab, mostra que a Geração Z começa a investir aos 19 anos em média, 16 anos antes dos Baby Boomers, e que 48% aprendem sobre investimentos principalmente pelas redes sociais — embora classifiquem pais e profissionais financeiros como fontes mais confiáveis do que as redes. Andrew Lendnal, da Wealthspire, resumiu à CNBC que os jovens adultos não têm um problema de informação, mas de qualidade da informação, confiança e tomada de decisão.

O mesmo apetite por respostas rápidas aparece nas apostas esportivas. Casas de apostas investem em IA generativa para oferecer odds personalizadas e sugestões ajustadas ao histórico do usuário, e copilotos de apostas baseados em IA fazem para apostadores algo semelhante ao que um robo-advisor faz para investidores. Na pesquisa da Betterment, 52% dos investidores da Geração Z dizem ter redirecionado dinheiro reservado a investimentos para apostas esportivas no último ano, e 26% descrevem as apostas como parte de uma estratégia financeira deliberada. O Federal Reserve de Nova York associou a disseminação das apostas legalizadas ao aumento de inadimplência e falência nos estados que as adotaram primeiro, e uma pesquisa de 2025 da U.S. News indicou que um quarto dos apostadores perdeu o pagamento de alguma conta por causa das apostas.

Dan Egan, da Betterment, disse à Fortune que apostar não é necessariamente negativo se for definido como entretenimento no orçamento, mas classificou como preocupante tratá-lo como forma de construir riqueza. Segundo ele, investir coloca dinheiro em ativos que podem se valorizar ao longo do tempo, enquanto apostar é um jogo de soma negativa em que a casa fica com uma parte.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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