Trump comemora libertação de ex-fuzileiro dos EUA de prisão na Rússia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na tarde desta terça-feira (11) que o cidadão americano e ex-fuzileiro naval Robert Gilman foi libertado de uma prisão na Rússia. Gilman cumpria uma sentença de mais de sete anos no país e, segundo o comunicado da Casa Branca, já está sob custódia americana e em processo de repatriação.
Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a libertação como um acordo importante e agradeceu diretamente ao governo russo pela cooperação. "Ele está voltando para casa", escreveu o presidente, sem detalhar os termos do entendimento que viabilizou a soltura. A Casa Branca não informou se houve contrapartidas por parte de Washington no acordo.
Robert Gilman foi condenado na Rússia em 2019 por agressão a um cidadão russo, crime que teria ocorrido em Moscou. O ex-fuzileiro, que serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, sempre negou as acusações. Sua família e organizações de defesa dos direitos humanos alegavam que o processo tinha motivação política e que Gilman era usado como peça em disputas diplomáticas entre os dois países.
A libertação ocorre em meio a um cenário de tensão nas relações bilaterais, marcado por sanções econômicas e divergências sobre conflitos regionais. Nos últimos anos, os EUA negociaram a soltura de outros cidadãos americanos detidos na Rússia, incluindo a jogadora de basquete Brittney Griner e o jornalista Evan Gershkovich, em trocas de prisioneiros que envolveram russos condenados nos Estados Unidos.
O Departamento de Estado americano confirmou a libertação e afirmou que Gilman receberá assistência consular e médica ao retornar ao solo americano. As autoridades russas não se manifestaram oficialmente sobre o caso até o fechamento desta edição.
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