Small caps sob juros altos: as 9 ações preferidas dos analistas no Lula 4
As small caps, ações de empresas de menor porte, foram as que mais sofreram na Bolsa após o resultado do segundo turno da eleição presidencial. O Índice Small Caps (SMLL) da B3 caiu 17,45% em outubro, ante queda de 9,88% do Ibovespa, e passou a acumular perda de 18,78% no ano, enquanto o principal índice da Bolsa ainda sobe 4,22% em 2026.
A queda mais forte reflete o perfil dessas empresas, em geral mais dependentes da economia doméstica e mais sensíveis aos juros futuros, que voltaram a subir com o resultado da eleição diante das incertezas com as contas públicas. Já o Ibovespa conta com ações de peso ligadas a commodities, como Petrobras e PRIO, que subiram acompanhando os preços do petróleo em meio à guerra no Irã e evitaram uma queda maior do índice.
A eleição também provocou uma série de trocas nas carteiras recomendadas de small caps de novembro, diante da perspectiva de juros mais altos e de atividade mais contida em 2027. Empresas que haviam entrado nas carteiras em outubro na expectativa de uma mudança de governo e de queda da Selic deram lugar a companhias mais resistentes a cenários desafiadores, menos dependentes do consumo doméstico e menos endividadas.
Nove empresas aparecem como as mais indicadas pelas casas consultadas pelo InfoMoney, com as ações da Orizon, que atua no tratamento de resíduos, e da rede de academias Smart Fit na liderança, com cinco recomendações cada. Completam a lista Alupar (ALUP11), Bemobi (BMOB3), Copasa (CSMG3), Fleury (FLRY3), Iguatemi (IGTI11), OceanPact (OPCT3) e SLC Agrícola (SLCE3), todas com três indicações. As carteiras são assinadas por Ágora/Bradesco, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA, Santander Brasil, Terra Investimentos e XP Investimentos, com dados da Economatica.
Entre as teses destacadas, o Santander aponta a Orizon como nova ação preferida do setor de energia e saneamento, na expectativa de que os municípios recorram cada vez mais a operadores privados na gestão de resíduos. O BTG Pactual vê a Smart Fit como uma das principais teses de geração de valor no varejo da América Latina, sustentada por escala na região e margens em melhora. Já a Ágora/Bradesco destaca a Alupar pelo perfil defensivo, com receitas previsíveis, contratos corrigidos pela inflação e distribuição recorrente de dividendos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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