Recebemos Flávio, mas não o ajudamos a sair do Brasil, diz secretário dos EUA
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31/10) que o governo americano não prestou nenhuma ajuda para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Segundo Rubio, o presidente Donald Trump tomou a decisão de conceder a Flávio um "parole" — autorização para entrada provisória nos EUA, distinta dos meios convencionais de admissão no país.
"O governo dos EUA não estava envolvido em nenhum dos arranjos que ele fez para sair [do Brasil]", disse Rubio. "Não facilitamos em nada."
Flávio desembarcou de um jato privado no aeroporto de Opa-locka, na região metropolitana de Miami, na manhã de quarta-feira (28/10), três dias após o 2º turno da eleição presidencial resultar na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fotografias e vídeos das agências Reuters e Associated Press mostraram o senador deixando a aeronave.
A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes do senador e proibi-lo de deixar o país. O prazo para a entrega dos documentos terminou por volta de 12h de terça-feira (27/10). Segundo informações do governo da Argentina publicadas no X, Flávio deixou o Brasil voando até o Equador e, depois, aos Estados Unidos. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o senador, a esposa e as duas filhas entraram no país às 22h50 da terça-feira, no horário local, com "documentação hábil de viagem" e sem impedimento legal. Às 23h30, a família teria embarcado em um voo privado da companhia Baires Fly S.A. com destino a Guayaquil, no Equador.
O pedido de apreensão dos passaportes foi feito no âmbito do inquérito que investiga suposta lavagem de dinheiro de Flávio em parceria com o advogado Willer Tomaz. A investigação, sorteada para o gabinete de Moraes, apura suspeitas envolvendo plataformas de pagamento digital e o setor de apostas no Rio de Janeiro, quando o estado era governado por Cláudio Castro (PL), também alvo do inquérito. Na segunda-feira, Flávio gravou um vídeo afirmando que a decisão "se baseou numa fala do Eduardo [Bolsonaro] de 23 de outubro que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição". "Eu nunca pensei em sair do país", disse o senador na gravação.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar