Partes do avião podem ter se desprendido no ar: quem são as 9 vítimas fatais do acidente aéreo na Flórida
Investigadores do Escritório Nacional de Segurança do Transporte (NTSB) dos Estados Unidos trabalham com a hipótese de que partes do jato particular que caiu no domingo (1/11) na Flórida possam ter se desprendido ainda em voo. A aeronave Learjet 60 saiu de Austin, no Texas, com destino às Bahamas, quando caiu de bico em uma rodovia de seis pistas na região metropolitana de Palm Beach, por volta das 14h50 (horário de Brasília). Com o impacto, o avião explodiu. Morreram as nove pessoas a bordo — sete passageiros e dois tripulantes. Um homem que estava em um carro em terra sofreu ferimentos nas pernas.
Segundo o investigador-chefe Tim Monville, o maior obstáculo será recuperar os principais destroços da cratera aberta pelo impacto na estrada, que ficou parcialmente cheia de água devido às fortes tempestades registradas na região no momento do acidente. O NTSB apura se as condições climáticas contribuíram para a queda. "Contamos com indícios de que a aeronave começou a se desintegrar antes do impacto", afirmou Tom Chapman, também do NTSB, acrescentando que é possível que sejam encontradas partes do avião a alguma distância do local exato da colisão. Os escombros se espalharam por quadras esportivas, empresas e moradias. As autoridades também tentam localizar um gravador de vozes da cabine.
Nas gravações de áudio do controle de tráfego aéreo, alguém na cabine informa sobre "turbulência moderada" e diz que a tripulação "estava administrando a formação de gelo". Em seguida, afirma que o avião estava "acumulando precipitação" e que era preciso subir. Momentos depois, a mesma voz relata queda a cerca de 3.050 metros por minuto. A emergência é declarada e eles são ouvidos gritando que estavam em alta velocidade, descendo a 6,1 mil metros por minuto, até a frase final: "Vamos bater no solo."
Entre as vítimas está a copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, que obteve a licença de piloto aos 17, no último ano do ensino médio. Sua mãe, Camila Corteleti, confirmou a morte à imprensa americana. Também morreram o empresário de tecnologia Adam Robinson, sua esposa Helen Sharp e os dois filhos do casal, Emma, de quatro anos, e Charlie, de dois. Em comunicado conjunto, as famílias os descreveram como "pais dedicados" e disseram que as crianças eram "a luz das suas vidas". Robinson se apresentava como fundador e CEO das empresas RB2B e Retention.com e CEO da Moltsets; antes, trabalhou no Lehman Brothers e no Barclays. Sharp era artista e ceramista.
No mesmo comunicado, Rachel Reed e Charmi Fehr foram descritas como pessoas "cheias de alegria e espírito aventureiro". A babá Anita Maria Cetina, segundo o texto, cuidou de Emma e Charlie "com ternura e devoção" e "realmente fazia parte da família". O piloto foi identificado como Jeffrey Gregory, de 55 anos. Um porta-voz da empresa de voos charter East Coast Jets, onde ele trabalhou brevemente em 2016 e 2017, lamentou a morte do comandante. A imprensa americana noticiou que Gregory era casado e tinha dois filhos.
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