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IA avança no RH e poupa 5,4 horas por semana, mas decisões ainda exigem olhar humano

Atualizado em 12/09/2026 às 11:20 schedule 3 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A inteligência artificial já está presente na rotina dos departamentos de Recursos Humanos da maioria das empresas no Brasil. Segundo pesquisa da consultoria LG lugar de gente em parceria com a FIA Business School, 94% dos profissionais do setor afirmam utilizar a tecnologia, mas a aplicação se concentra em tarefas operacionais e repetitivas, como triagem de currículos, atendimento a funcionários e produção de conteúdo.

O levantamento foi realizado em agosto, durante o CONARH 2026, e ouviu 1.130 profissionais de 26 estados e mais de 40 segmentos da economia. Entre os entrevistados, 45% trabalham em companhias com mais de 1.000 funcionários e 33% ocupam posições de gestão ou diretoria. Os profissionais estimam economizar, em média, 5,4 horas por semana com o uso da IA em atividades burocráticas, o equivalente a 12% da jornada semanal. Com agentes capazes de executar processos mais complexos, o tempo liberado poderia chegar a 8,4 horas, ou 31% da jornada.

A seleção de profissionais está entre as áreas em que a tecnologia avançou mais rápido: 39% dos entrevistados já usam IA na triagem e no apoio ao recrutamento, 38% empregam chatbots ou agentes no atendimento interno e 31% recorrem à tecnologia para produzir textos e apresentações. A adoção cai quando a máquina precisa ir além da organização de informações: apenas 21% utilizam IA como suporte à tomada de decisões e 20% para análises preditivas de turnover, clima ou engajamento.

“A utilização cresceu muito, mas é para aquelas atividades que são muitas vezes mais simples, de apoio”, afirma Maria Paula Oliveira, diretora de Gente, Jurídico e Compliance da LG lugar de gente. Segundo ela, decisões capazes de afetar diretamente outra pessoa precisam permanecer submetidas à revisão humana. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou, em estudo publicado em 2025, que sistemas de IA na gestão de pessoas podem operar com objetivos mal definidos, bases de dados enviesadas ou incompletas e programação pouco transparente, reproduzindo desigualdades e criando riscos jurídicos e éticos. No Brasil, a LGPD prevê o direito de solicitar revisão de decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de dados pessoais que afetem os interesses do titular, inclusive as destinadas a definir seu perfil profissional.

Para Heliana Silva, country manager da SGF Global no Brasil, contratar alguém envolve elementos difíceis de converter em pontuação. “Existe uma diferença entre identificar uma informação e compreender o que ela significa naquele contexto”, diz. A pesquisa também aponta que o receio de redução das equipes cai de 14% para 4% à medida que amadurece a adoção da IA, e que os profissionais gostariam de redirecionar o tempo liberado para desenvolvimento de lideranças (44%), promoção e sucessão (41%) e gestão da cultura organizacional e clima e engajamento (40%).

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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