Empresas brasileiras enfrentam alta recorde no endividamento tributário
O percentual de empresas brasileiras com tributos atrasados inscritos na dívida ativa saltou de 7,3% em 2020 para 20% em 2026, segundo levantamento da proScore. O avanço expressivo em seis anos indica que os impactos da pandemia ainda não foram superados e se somaram a uma economia enfraquecida, com juros altos e falta de reserva financeira nos negócios.
Os setores mais atingidos são os que dependem do consumo direto e do fluxo diário de caixa, como varejo de roupas, restaurantes, lanchonetes e cabeleireiros. Com margens apertadas, esses empreendedores priorizam manter a operação viva e deixam o pagamento de tributos para depois. Atualmente, 9,1 milhões de empresas acumulam pendências que somam centenas de bilhões de reais.
Com a Selic em 14%, o custo do capital de giro sufoca quem precisa de crédito, e a carga tributária atingiu níveis históricos em 2025. Para 2027, a preocupação é com o "split payment", mecanismo que retira o imposto automaticamente de cada venda antes de o dinheiro chegar à conta do empresário, eliminando a folga de caixa usada hoje para equilibrar as contas. O Brasil pode ainda ter a maior alíquota de imposto sobre consumo do mundo, o que exige conhecimento preciso dos custos para evitar a quebra.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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