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Homem constrói falso anfiteatro grego histórico e engana turistas por anos na Itália

Atualizado em 26/08/2026 às 15:35 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Homem constrói falso anfiteatro grego histórico e engana turistas por anos na Itália

Um italiano foi preso após construir do zero um falso anfiteatro de aparência histórica e enganar turistas por anos na região de Vicenza, no norte da Itália. Franco Malosso, também conhecido como Franz von Rosenfranz, criou a atração em Arcugnano e cobrava visitantes para conhecer o suposto sítio arqueológico grego.

Segundo documentos judiciais citados pela CNN, Malosso contratou uma empresa local para erguer arquibancadas, degraus e outras estruturas no terreno. A construção utilizava pedra recém-extraída, cimento, poliestireno, colunas de concreto e estátuas de gesso. Partes do local foram envelhecidas artificialmente para reforçar a aparência de antiguidade. Um dos construtores afirmou à Justiça que recebeu a orientação de "fazer parecer velho" o espaço.

A estrutura ficava em uma área de paisagem protegida nas Colinas Berici, e Malosso havia pedido originalmente autorização para construir uma garagem no local, conforme os autos do processo. Ele dizia aos turistas ter descoberto as ruínas após um deslizamento de terra e passou a divulgar o espaço ao público a partir de 2014. O falso sítio chegou a ser associado a Júlio César, Cleópatra e até Julieta Capuleto, personagem fictícia de William Shakespeare.

Visitantes de fora da região pagavam cerca de 12 euros para entrar, enquanto moradores locais podiam ser cobrados em até 40 euros. Visitas privadas em grupo chegavam a custar 600 euros por 45 minutos. A fraude atraiu turistas durante anos e o local acumulou avaliações positivas no TripAdvisor, todas com cinco estrelas, com visitantes descrevendo a atração como "encantadora" e "única no planeta".

As autoridades começaram a investigar o caso em 2016. Policiais e representantes do órgão de proteção ao patrimônio cultural da Itália inspecionaram o local e concluíram rapidamente que a construção era moderna. Segundo o tenente-coronel Giuseppe Marseglia, responsável pela divisão especializada em crimes contra o patrimônio artístico, a análise foi encerrada em um único dia. Malosso foi condenado em 2019 e, após perder recursos, teve a sentença mantida pela Corte de Cassação. Ele cumpre pena de 28 meses de prisão, além de multa e despesas judiciais, por falsificação de obras de arte, construção sem autorização e danos a área protegida. A Justiça também determinou a demolição da estrutura e a recuperação do local, que permanece interditado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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