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Iryna Terekh acelera produção de armas da Ucrânia contra a Rússia

Atualizado em 26/08/2026 às 15:45 schedule 2 min de leitura visibility 23 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Iryna Terekh, de 34 anos, trocou o setor de mobiliário urbano pela indústria de defesa após a invasão russa de 2022. À frente da Fire Point como CEO e diretora de tecnologia, ela transformou protótipos em armas de larga escala, tornando a empresa privada peça-chave na defesa ucraniana com a fabricação de mísseis e drones de longo alcance usados em ataques estratégicos em solo russo.

Ex-empresária de arquitetura em Kiev, Terekh aceitou em 2023 o convite do fundador Denys Shtilerman para organizar a produção da companhia. Sua principal contribuição foi acelerar a fabricação: no drone de ataque FP-1, de alcance superior a 3.300 quilômetros, novas técnicas reduziram o tempo de produção de uma asa de seis dias para duas horas e meia. A Fire Point saltou de 200 drones no primeiro ano para capacidade projetada de mais de 100 mil unidades anuais, com 7 mil funcionários. A empresa também produz o míssil de cruzeiro Flamingo (FP-5), de seis toneladas, alcance de 3 mil quilômetros e ogiva de 1.150 quilos, com cerca de 100 unidades mensais.

A Fire Point, porém, enfrenta investigação do Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) por suposta inflação de custos e entrega de menos drones que o declarado ao governo, além de questionamentos sobre ligações com um antigo sócio do presidente Zelensky. Terekh nega irregularidades, afirma aceitar auditorias e atribui os contratos à urgência da guerra, criticando ainda a burocracia europeia que dificulta a expansão da empresa.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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