Dei acesso à minha vida ao agente de IA da Meta por 2 semanas — e me surpreendi
O repórter testou o Muse, aplicativo de agente de inteligência artificial apresentado pela Meta neste mês, durante duas semanas. O Muse é descrito como o primeiro agente de IA voltado ao consumidor, desenvolvido por uma grande empresa de tecnologia, a se tornar publicamente disponível. Diferentemente dos chatbots, os agentes podem navegar pela internet, fazer login em sites, preencher planilhas e realizar ligações telefônicas em nome das pessoas.
Para usar o aplicativo, o repórter conectou ao Muse suas contas bancárias e de e-mail, além de serviços como Google Docs, Gmail, Ticketmaster, OpenTable e Google Sheets, que firmaram parcerias com a ferramenta. O download é gratuito, mas há limites de uso; usuários pagam US$ 20 ou US$ 100 por mês para ampliar o acesso. O agente sugeriu ser chamado de Wren, representado pelo avatar de um pássaro marrom.
Entre as tarefas realizadas, o Wren preencheu formulários online, pagou uma multa de estacionamento mediante aprovação prévia e acompanhou gastos em uma planilha do Google Sheets, na qual identificou duas assinaturas duplicadas e as cancelou. O agente também usou o e-mail do repórter para solicitar o reembolso de um período gratuito de assinatura de um jornal que havia expirado, economizando US$ 44,99. Em ligações telefônicas, o recurso usa diferentes personalidades, com uma voz masculina chamada Brett e uma feminina chamada Hailey; apenas um número limitado de usuários tem acesso a essa função.
Houve dificuldades: o Wren não conseguiu comprar ingressos para o San Francisco Giants sem ajuda e teve problemas para entrar na conta do programa de recompensas da AMC. A Amazon bloqueou o acesso do Muse no domingo, segundo o relato. Melissa Vadasserril, diretora sênior da Acoustic, plataforma de marketing baseada em agentes, comparou a chegada do Muse ao lançamento da Siri, da Apple, em 2010, dizendo que as pessoas não sabiam o que era possível fazer com ela e que, com o Muse, ainda é um pouco cedo para o mercado.
O repórter também questionou se os agentes serão amplamente adotados, já que exigem um nível de confiança com o qual muitas pessoas podem não se sentir confortáveis, especialmente tratando-se de uma empresa como a Meta, que já enfrentou problemas relacionados à privacidade. Em uma das tarefas, o Wren negociou tigelas da Heath Ceramics no Facebook Marketplace, enviando mensagens a vendedores com ofertas abaixo do preço anunciado. Após dias de negociação, o repórter enviou por engano uma mensagem a uma vendedora chamada Ashley, que se recusou a informar o sobrenome. A conversa humana que se seguiu, segundo o relato, foi algo que nem o Wren nem qualquer outra IA poderiam proporcionar.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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