América Latina começa a reagir no fluxo global após ficar para trás entre emergentes
A América Latina começa a dar sinais de reação no fluxo global de recursos, segundo o levantamento mais recente do Deutsche Bank. A região ainda aparece abaixo da média do último ano, mas agora integra o grupo de mercados que mostram recuperação, de acordo com o relatório “Investor Positioning and Flows”, do Deutsche Bank Research.
Na semana encerrada em 16 de setembro, os fundos de mercados emergentes registraram entrada de US$ 1,4 bilhão, pelo segundo período consecutivo, enquanto os fundos dedicados à América Latina receberam US$ 0,3 bilhão. O movimento ocorreu em uma semana de forte entrada de recursos em ações globalmente: os fundos de ações receberam US$ 79,3 bilhões, maior volume em três meses, puxados principalmente pelos Estados Unidos, com US$ 63,8 bilhões.
Dentro do universo emergente, a Ásia excluindo o Japão recebeu US$ 1,8 bilhão, com entradas de US$ 3,2 bilhões na China e US$ 1,7 bilhão em Taiwan, enquanto a Coreia registrou saída de US$ 2,5 bilhões. Os fundos amplos de emergentes, classificados como broad-EM, tiveram saída de US$ 0,9 bilhão na semana. Os dados do relatório não permitem afirmar que esse movimento esteja se traduzindo especificamente em maior entrada de recursos no mercado brasileiro.
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