BB Seguridade (BBSE3) cai mais de 2% com dados da Susep reforçando cautela para ações
Os dados da Susep referentes a julho apontam um início misto para o terceiro trimestre de 2026 entre as principais seguradoras ligadas a bancos. Apesar de o setor ter registrado crescimento de 5% na emissão de prêmios, Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3) e Bradesco Seguros ficaram abaixo desse ritmo, o que reforça uma visão mais cautelosa para a BB Seguridade, segundo avaliação do Itaú BBA. As ações BBSE3 fecharam em queda de 2,55%, a R$ 39,82.
Analistas do Citi destacaram que a BB Seguridade teve queda de 19% no lucro líquido em julho ante o mesmo período do ano passado, refletindo parcialmente resultados financeiros mais fracos da BrasilPrev. Os prêmios no segmento rural recuaram 40% na comparação anual, sinalizando demanda mais fraca após o novo Plano Safra.
Entre as companhias, a Caixa Seguridade apresentou o desempenho mais resiliente, com crescimento de 3% na comparação anual dos prêmios emitidos, que somaram R$ 861 milhões em julho. O avanço foi impulsionado pelos segmentos habitacional, automóveis e residencial, que cresceram 15%, 33% e 9%, respectivamente. O principal ponto negativo continuou sendo o seguro prestamista, com recuo de 32% nos prêmios, enquanto o segmento de vida teve retração de 4%. A sinistralidade caiu para 24,3%, recuo de 3,6 pontos percentuais frente ao mês anterior. Na previdência, a captação líquida foi positiva em R$ 430 milhões, e as reservas alcançaram R$ 217 bilhões, alta de 16% em 12 meses.
O destaque negativo do mês ficou novamente com a BB Seguridade. Os prêmios emitidos caíram 24% na comparação anual, para R$ 1,09 bilhão, com a maior parte da queda vinda do seguro rural, cuja emissão recuou 40% em relação a julho de 2025. O enfraquecimento foi disseminado entre as principais linhas agrícolas, com retração de 62% no seguro agrícola, 43% no penhor rural e 29% no seguro prestamista voltado ao setor agropecuário. A sinistralidade avançou 4,1 pontos percentuais, para 24,6%, explicada principalmente pelo segmento rural. Na previdência, a Brasilprev voltou a registrar entrada líquida de recursos, com captação positiva de R$ 1,56 bilhão, e reservas de R$ 503 bilhões, crescimento de 11% em relação ao ano passado. Apesar da recuperação operacional, a Brasilprev reportou lucro líquido de R$ 167 milhões em julho, queda de 40% na comparação anual, pressionado pelo resultado financeiro.
Na Bradesco Seguros, os prêmios emitidos, excluindo saúde, somaram R$ 1,3 bilhão, queda de 3% em relação ao ano anterior. O crescimento nos seguros de automóveis (+5%), habitacional (+10%) e empresarial (+9%) não compensou as quedas em prestamista (-36%), vida (-8%) e residencial (-8%). O ponto positivo foi a evolução da sinistralidade na comparação anual, que atingiu 46,9%, melhora de 1,4 ponto percentual frente a julho de 2025, tornando a companhia a única entre as três grandes seguradoras a apresentar melhora nesse indicador. Na comparação com junho, porém, houve deterioração de 2,7 pontos percentuais. Na previdência, a companhia registrou saída líquida de R$ 810 milhões, acima dos R$ 176 milhões observados em junho, com reservas de R$ 396 bilhões, crescimento de 10% em 12 meses.
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