Reflexão para o XXV Domingo do Tempo Comum
A liturgia do XXV Domingo do Tempo Comum convida a repensar a ideia de que as coisas boas que acontecem a alguém seriam consequência de méritos, e os acontecimentos infelizes, castigo por faltas. Segundo a reflexão, essa forma de pensar está errada e não é cristã.
O texto lembra que o Cristianismo trabalha com a gratuidade, isto é, com a ação de Deus, que é Pai e é Amor. Deus ama as pessoas não pelo bem que fizeram e não deixa de amá-las pelos erros que praticam. O Amor ama por amar e, mesmo vendo as culpas, continua amando. A reflexão cita Isaías: "Meus pensamentos não são como vossos pensamentos e meus caminhos não são como os vossos caminhos, diz o Senhor!" (Is 55, 8).
Essa ideia é retomada por Jesus na parábola do patrão generoso, que paga a mesma quantia aos que começaram pela manhã e aos contratados no fim do dia. Diante das reclamações, ele responde: "Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?" (Mt 20,15). Conforme a reflexão, a justiça do Reino de Deus é dar a cada um o que precisa para viver e viver abundantemente, ainda nesta terra, e a igualdade deve acontecer já nesta vida, não apenas na outra.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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