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Guerra no Irã vai esquentar os preços no inverno dos americanos

Atualizado em 19/09/2026 às 09:20 schedule 3 min de leitura visibility 39 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O preço do óleo de aquecimento nos Estados Unidos subiu cerca de 60% desde que Israel e os Estados Unidos começaram a atacar o Irã, em 28 de fevereiro, segundo o material disponível. O conflito fez os preços do petróleo e dos combustíveis dispararem, pressionando o orçamento de famílias que dependem desse insumo para enfrentar o inverno.

Jonathan Robidoux, morador de Long Island, em Nova York, liga todo outono para o fornecedor para encher o tanque. No inverno passado, gastou US$ 1.200 (o equivalente a R$ 6,1 mil) em combustível. Neste ano, deve pagar bem mais. Ele, que aluga uma casa em New Hyde Park e tem 41 anos, tenta decidir se compra óleo agora ou espera o frio chegar, na esperança de que os preços recuem. "Talvez eu compre um pouco agora, mas não tenho tanta liquidez, então é uma decisão difícil", afirmou.

Os aumentos variam conforme a região. A média nacional, de US$ 4,10 o galão na semana anterior à guerra, saltou 35%, para US$ 5,54, um mês depois, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA). Em Nova York, o preço médio foi de US$ 6,14 o galão na semana de 14 de setembro, ante US$ 3,70 um ano antes, de acordo com a autoridade estadual de pesquisa e desenvolvimento energético. Mais de 80% do óleo de aquecimento do país é usado no Nordeste, e 4,79 milhões de famílias o utilizaram como combustível principal no inverno de 2023 a 2024.

Quem usa gás natural ou eletricidade deve enfrentar aumentos mais modestos, mas muitos também podem ter dificuldade para fechar as contas, segundo especialistas em energia. Mark Wolfe, diretor executivo da Associação Nacional de Diretores de Assistência Energética, disse que muitos americanos caminham para um inverno "muito mais caro" e que os números representam um golpe significativo no orçamento da classe média. A entidade instou o Congresso, em julho, a ampliar a assistência financeira às famílias afetadas.

Apesar da alta, investidores esperam recuo: os contratos futuros de óleo de aquecimento para dezembro eram negociados a US$ 4,61 o galão, contra US$ 5,10 do contrato de outubro. Os preços de varejo, porém, são mais altos que os dos contratos futuros. A incerteza tem levado a ligações ansiosas a fornecedores, como a Energy Co-op of Vermont, segundo Rose Friedlander, gerente de marketing da cooperativa. Mudar de fonte de calor é caro ou difícil: o gás natural não chega a muitas áreas rurais e suburbanas, e a instalação de bombas de calor pode custar milhares de dólares.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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