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Argentina intensifica medidas contra empresas de exploração de petróleo nas Malvinas

Atualizado em 15/09/2026 às 22:35 schedule 2 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Argentina vai apresentar novas ações judiciais contra empresas que realizam exploração de petróleo nas proximidades das Ilhas Malvinas, informou o governo nesta terça-feira. A medida intensifica a campanha de Buenos Aires contra companhias que operam no território ultramarino britânico.

A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo do governo do presidente Javier Milei, que também prepara, nesta semana, uma legislação para endurecer as sanções contra empresas que atuam nas ilhas — chamadas de Falkland Islands pelos britânicos. Segundo analistas, a ofensiva aumenta a possibilidade de tensões mais amplas com o Reino Unido caso Buenos Aires passe a mirar outros setores da economia das ilhas.

O jornal argentino Clarín informou que um promotor federal apresentou um pedido para abrir investigação contra executivos e acionistas da empresa israelense Navitas Petroleum e da britânica Rockhopper Exploration. O porta-voz do governo, Adrian Ravier, afirmou em coletiva de imprensa que novas denúncias seriam apresentadas contra empresas que operam nas Malvinas, embora não tenha citado nomes. O governo de Milei já havia apontado a Navitas e a Rockhopper como alvos, à medida que Buenos Aires busca sua reivindicação de soberania sobre o arquipélago.

O Reino Unido procurou tranquilizar as empresas que atuam nas Ilhas Malvinas, afirmando, em orientações publicadas no site do governo, que apoia todas as atividades econômicas legítimas nas ilhas e defende o direito dos habitantes de regular sua economia e desenvolver seus recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos. “A posição do governo do Reino Unido é que a Argentina não tem o direito de exercer jurisdição sobre as Ilhas Malvinas nem de aplicar sua legislação interna nas ilhas, nem em relação a quaisquer empresas ou indivíduos que participem de atividades comerciais nas ilhas ou que estejam ligados a elas”, afirmou o Reino Unido. O país acrescentou que não vê base jurídica para que tribunais fora da Argentina façam valer medidas tomadas contra tais empresas. A Argentina invadiu as ilhas em 1982 e travou uma guerra de 10 semanas por elas antes de se render ao Reino Unido.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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