Nasdaq salta mais de 2% e renova recorde com otimismo em IA e queda do petróleo
As bolsas de Nova York encerraram a sessão desta segunda-feira, 21, em alta, sustentadas pela continuidade da queda do petróleo e pelo recuo dos juros dos Treasuries. O movimento trouxe alívio aos mercados e elevou o apetite por risco.
O Dow Jones subiu 0,71%, a 52.050,26 pontos. O S&P 500 avançou 1,49%, a 7.764,70 pontos, e o Nasdaq teve alta de 2,26%, encerrando em 27.122,09 pontos, novo recorde. Wall Street também foi impulsionada pelo avanço de papéis ligados à inteligência artificial (IA). O índice setorial de semicondutores PHLX subiu 4,29%, com destaque para a Intel, cujas ações dispararam 12%.
A Advanced Micro Devices (AMD) avançou 10% e, na máxima do dia, atingiu US$ 1 trilhão em valor de mercado, segundo o Dow Jones Market Data. A empresa passou a integrar um grupo restrito de companhias que já alcançaram essa marca. A AMD é a sétima fabricante de chips a superar esse patamar, ainda que de forma temporária, impulsionada pelo boom da IA. A Nvidia foi a primeira a chegar a US$ 1 trilhão, em 2023. Depois, juntaram-se à lista TSMC, Samsung Electronics, Micron Technology e Broadcom, além da SK Hynix, por um breve período.
O desempenho positivo dos índices também encontrou suporte na queda de 4% do petróleo americano, que passou a ser negociado acima de US$ 95 por barril. O Brent recuou 3%, para pouco acima de US$ 100. Os juros dos Treasuries caíram, acompanhando o recuo do petróleo: a T-note de 10 anos voltou a operar abaixo dos 5%, enquanto o T-Bond de 30 anos ficou abaixo de 5,3%.
Analistas do Charles Schwab avaliam que o comportamento do mercado pode mudar ao longo desta semana, diante de ajustes de posição antes do encerramento do trimestre, movimento conhecido como “window dressing”. “É quando gestores de fundos compram e vendem ações antes de enviarem relatórios trimestrais aos clientes”, explicam. O mercado segue atento, ainda, à visita do presidente chinês, Xi Jinping, à Casa Branca nesta semana. A expectativa é que o líder trate com Donald Trump de temas como IA, tarifas e minerais críticos, além de outros assuntos político-econômicos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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