Ibovespa fecha em alta de 0,74% com aval externo e nova pesquisa eleitoral
O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos, em uma sessão marcada por um ambiente externo favorável ao risco e pela repercussão de uma nova pesquisa eleitoral. Na máxima do dia, o índice de referência do mercado acionário brasileiro ultrapassou os 187 mil pontos, chegando a 187.434,25 pontos. Na mínima, marcou 185.246,81 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 27,79 bilhões.
O movimento acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou com acréscimo de 1,49%, apoiado por ações de empresas ligadas à inteligência artificial, em uma sessão marcada pelo recuo dos preços do petróleo, que sustentou a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. O papel de 10 anos terminou o dia a 4,953%, ante 4,996% na sexta-feira. Segundo o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, embora a cotação do petróleo siga em patamar elevado, a queda favorece uma melhora no humor externo, ao apoiar perspectivas mais positivas para a inflação e para a curva de juros, com reflexos no apetite a risco.
No cenário doméstico, nova pesquisa BTG/Nexus mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição presidencial de outubro e seguiu numericamente à frente no segundo turno por um ponto percentual, embora ambos permaneçam em empate técnico. Também estava previsto para a sessão um novo levantamento Quaest sobre a disputa pelo Palácio do Planalto. De acordo com Perri, a disputa acirrada indicada nas pesquisas até o momento, com melhora principalmente no desempenho de Flávio, tem repercutido positivamente na bolsa, uma vez que alimenta apostas de mudança no poder em Brasília e endossa perspectivas fiscais melhores.
Ainda no radar, a pesquisa Focus mostrou que economistas consultados pelo Banco Central passaram a ver a Selic em 13,50% ao ano ao final de 2026, de 13,75% estimados na semana anterior, entre outros ajustes nas projeções para o crescimento da economia e para a inflação neste ano. Dados da B3 mostraram nova saída líquida de estrangeiros das ações brasileiras no último dia 17, reduzindo o saldo positivo acumulado em setembro para R$ 5,597 bilhões, de R$ 6,287 bilhões até o dia 16.
Entre os destaques, BB Seguridade ON caiu 2,55%, após analistas do Citi chamarem a atenção para dados da Susep que mostraram queda de 19% no lucro líquido da companhia em julho ante o mesmo período do ano passado. Itaú PN subiu 1,77%, BTG Pactual Unit avançou 3,42%, Santander Brasil Unit ganhou 1,53% e Bradesco PN teve acréscimo de 0,94%, enquanto Banco do Brasil ON recuou 0,91%. Vale ON caiu 1,12%, e CSN ON saltou 6,5%. Petrobras PN recuou 1,03%, em mais um pregão de queda do petróleo no mercado internacional, com o barril do contrato Brent fechando em declínio de 3,4%, a US$ 100,34. C&A ON avançou 6,6%, em pregão positivo para ações sensíveis a juros.
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