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A nova ofensiva de Eduardo Bolsonaro em Washington por sanções contra autoridades brasileiras

Atualizado em 18/09/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 29 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão em Washington em uma ofensiva para pressionar o governo americano a impor novas medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre a 17 dias da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro, e em meio à crise na Corte.

Nesta quarta (16/9) e quinta-feira (17/9), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro — filho do ex-presidente e irmão do senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) — e o empresário Paulo Figueiredo estiveram na capital americana para reuniões com integrantes da Casa Branca e do Departamento de Estado, responsável pelas relações internacionais do país. O objetivo é que o governo do presidente Donald Trump retome sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e estenda as medidas a Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Em julho do ano passado, Moraes foi alvo de sanções financeiras dos EUA com base na Lei Global Magnitsky, que pune estrangeiros por graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção. Sua mulher, Viviane Barci de Moraes, também foi sancionada. Em dezembro, após negociação entre Lula e Trump, ambos foram retirados da lista.

Nas reuniões desta semana, Eduardo Bolsonaro discutiu com representantes do Departamento de Estado o julgamento no STF que analisa se Moraes deve ou não ser investigado por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O ministro André Mendonça pediu que o plenário da Corte decida sobre a investigação. A sessão de terça-feira (15/9) foi marcada por divergências e troca de acusações entre os ministros e terminou sem definição, sendo suspensa após pedido de vista de Dino.

Antes de reunião nesta quinta, em conversa com jornalistas em frente ao Departamento de Estado, Eduardo Bolsonaro não disse com que integrantes do órgão se encontraria, mas afirmou que iria "trazer a realidade" do que acontece no Brasil. Sugeriu ainda que o STF poderia não reconhecer uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro — apesar de a Corte não ter emitido qualquer manifestação nesse sentido. O ex-deputado também indicou que se considera um "dissidente", ao comentar um documento do ano passado no qual o governo Trump pedia que as autoridades brasileiras permitissem a participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026, revelado nesta quinta pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Além da crise no STF, outro tema discutido por Bolsonaro com integrantes do governo Trump foi o combate ao crime organizado. Na quarta-feira, o Departamento de Estado divulgou um relatório assinado por Trump no qual o governo brasileiro é acusado de "falhar" no combate às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O documento engloba o combate a cartéis de drogas no contexto global, e não é específico sobre o Brasil. Em maio deste ano, apesar da oposição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA anunciaram que passariam a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, medida anunciada logo após visita a Washington de Flávio Bolsonaro.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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