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A espiritualidade que sustenta nossa missão 

Atualizado em 16/08/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Novas diretrizes da CNBB propõem “tenda de encontro” para guiar ação evangelizadora no Brasil até 2032

A Igreja no Brasil recebeu as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) para o período de 2026 a 2032. O documento, apresentado pelo bispo de Marília (SP), dom Luiz Antonio Cipolini, é descrito como um caminho a ser acolhido e vivido, resultado de um processo de escuta, oração e discernimento. O objetivo central é responder à pergunta sobre o que o Espírito Santo está dizendo hoje à Igreja no país.

Mais do que indicar ações pastorais, as diretrizes oferecem uma espiritualidade para sustentar a missão. O texto reforça que a missão começa pelo anúncio de Jesus Cristo, considerado o primeiro e principal evangelizador. Diante das mudanças do tempo, a orientação é não alterar o Evangelho, mas renovar os modos de anunciá-lo, transmitir a fé e fortalecer o sentido de pertença à comunidade.

Uma imagem central do documento é a da Igreja como uma “tenda de encontro”, lugar de acolhida, proteção e comunhão, que pode alargar seu espaço para receber mais pessoas. A proposta é de uma Igreja peregrina, aberta e próxima, capaz de acolher especialmente pobres, marginalizados e vulneráveis, escutando antes de falar e construindo pontes. Essa tenda seria sustentada por três estacas firmes: fé, esperança e caridade, e alargada pela sinodalidade, ou seja, pelo caminhar juntos.

As diretrizes apresentam cinco caminhos para a ação evangelizadora: a centralidade da Palavra de Deus; a iniciação à vida cristã; a formação de comunidades de discípulos missionários; a Liturgia unida à piedade popular; e o serviço à vida plena e à Casa Comum. O documento pede conversão do coração, das relações, dos processos e dos vínculos, afirmando que não basta fazer coisas novas, mas permitir que o Espírito Santo renove o modo de ser Igreja.

Na Diocese de Marília, o apelo é para que as diretrizes sejam acolhidas com esperança e disponibilidade, iluminando a caminhada pastoral. O bispo destaca que, pelo Batismo, todos fazem parte da missão e ninguém deve ser apenas espectador. A mensagem final convida os fiéis a caminharem com esperança, firmando as estacas e alargando a tenda para que muitos encontrem acolhida, fraternidade e vida.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · CNBB e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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