Patrocínios de bets correspondem a 7,9% das receitas dos clubes da Série A
As casas de apostas, proibidas de operar no Brasil por uma medida provisória assinada pelo presidente Lula no fim da tarde desta sexta-feira, representam 7,9% das receitas de faturamento dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, segundo os balanços financeiros de 2025. A medida inicialmente previa veto apenas aos cassinos online, mas foi estendida para toda a operação das bets.
Até 5 de outubro, os apostadores poderão sacar o saldo depositado nas plataformas. Esse é também o prazo para a remoção de publicidades e sinais de patrocínio. Empresas do setor são patrocinadoras máster de 14 dos 20 clubes da Série A de 2026, número menor do que o registrado no ano anterior.
Considerando os patrocínios de 2025, os aportes das bets somaram R$ 1,14 bilhão, o equivalente a 7,9% das receitas totais dos clubes no ano passado. Os 20 clubes da elite somaram R$ 14,9 bilhões em faturamento, com endividamento de R$ 14,3 bilhões. Apenas quatro equipes tiveram nas bets fonte direta de mais de 10% de suas receitas em 2025: Corinthians (17,3%), Flamengo (12,71%), Sport (12,64%) e Juventude (10,49%).
O Corinthians recebe da Esportes da Sorte R$ 150 milhões anuais, o que representou 17,3% das receitas totais do último exercício, de R$ 863,68 milhões. O São Paulo, com a Superbet, recebeu R$ 80 milhões em 2025, 7,48% do R$ 1,07 bilhão faturado no ano, e subiu o aporte para R$ 95 milhões em 2026. O Santos assinou com a Novibet por R$ 35 milhões para 2026, mas em 2025 ainda era patrocinado pela 7k, com R$ 51 milhões, 8% do faturamento de R$ 573,6 milhões. O Palmeiras firmou o primeiro contrato com uma bet, a Sportingbet, em janeiro de 2025, por R$ 120 milhões anuais, o que correspondeu a 6,93% das receitas totais de R$ 1,73 bilhão.
Nesta sexta-feira, o Flamengo criticou a medida do presidente Lula, argumentando que a mudança prejudicará o esporte e a economia e destacando que a regulamentação atual foi fruto de longas discussões e garante fiscalização e tributação. O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, afirmou em entrevista à CNN Brasil que as perdas imediatas de receita para o ano que vem são estimadas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões. As casas de apostas foram regulamentadas no início de 2024 e hoje somam 85 empresas no mercado regulado, cada uma tendo pago R$ 30 milhões para operar no País por cinco anos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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