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Trump diz que EUA avançaram nas negociações para instalar uma base militar permanente na Polônia

Atualizado em 18/09/2026 às 12:50 schedule 3 min de leitura visibility 19 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (17) que Washington e Varsóvia registraram "grandes avanços" nas negociações para a instalação de uma base permanente do Exército americano na Polônia. Em publicação na Truth Social, Trump citou a "liderança ousada" do presidente polonês, Karol Nawrocki, e disse que o local escolhido para a base deverá ser anunciado "muito em breve" caso o acordo seja concluído. O presidente classificou a iniciativa como um passo "histórico" para a aliança entre os dois países.

A negociação foi iniciada oficialmente neste ano pelo governo polonês. Em junho, o Conselho de Ministros da Polônia autorizou o Ministério da Defesa a iniciar os preparativos para receber uma base permanente americana, incluindo discussões sobre localização, infraestrutura, custos e financiamento. Dias depois, o ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, anunciou que o governo americano havia respondido positivamente à proposta, com o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, manifestando abertura para avançar nas conversas.

As negociações ganharam novo impulso em setembro. No dia 10, uma delegação do Pentágono chefiada pelo subsecretário-assistente William Cappelletti reuniu-se com autoridades militares polonesas para discutir as condições de uma presença americana ampliada. Os dois lados acertaram a criação de grupos de trabalho e novas reuniões nos Estados Unidos e na Polônia. Os EUA já mantêm milhares de militares na Polônia, incluindo efetivos rotativos e pessoal permanente ligado a estruturas de comando. A reivindicação por uma base permanente antecede a atual guerra, mas ganhou força desde a invasão russa da Ucrânia em 2022.

A declaração de Trump ocorreu no mesmo dia em que sirenes de alerta aéreo foram acionadas nas províncias de Lublin e Podkarpackie, no leste da Polônia, e moradores receberam mensagens do Centro de Segurança do Governo orientando-os a procurar locais seguros. As Forças Armadas polonesas colocaram caças em operação enquanto a Rússia realizava uma nova onda de ataques contra o oeste da Ucrânia, e os aeroportos de Lublin e Rzeszów interromperam temporariamente suas operações.

Um drone russo movido a jato caiu ou foi abatido em território ucraniano a cerca de quatro quilômetros da fronteira polonesa. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que houve uma "explosão muito poderosa" nas proximidades, mas autoridades polonesas disseram posteriormente que não foi registrada violação do espaço aéreo do país. Tusk também afirmou que informações de inteligência obtidas pela Polônia, por aliados da Otan, pelos Estados Unidos e pela Ucrânia apontam para o risco de Moscou realizar ataques com drones ou mísseis próximos ao território de países que apoiam Kiev e apresentá-los como incidentes "acidentais".

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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