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Relatório aponta 258 indígenas assassinados e mais violência em 2025

Atualizado em 17/08/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou nesta quinta-feira (13) dados que apontam 258 indígenas assassinados em 2025, número superior aos 211 casos registrados em 2024. Roraima (82), Amazonas (47) e Mato Grosso do Sul (37) concentraram os maiores números, conforme informações do Sistema de Informação sobre Mortalidade, secretarias estaduais de saúde e Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena (Sesai).

O Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil destaca que o contexto de insegurança no ano passado resultou em ataques na luta pela terra, vulnerabilidade e continuidade das invasões. Os dados mostram aumento em três tipos de violência — contra a pessoa, contra o patrimônio e por omissão do Poder Público —, além de crescimento de conflitos relativos a direitos territoriais, assassinatos, suicídios e mortalidade na infância.

Entre os casos citados, quatro indígenas do povo Avá-Guarani foram baleados em ataque na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, no oeste do Paraná, área em processo de demarcação. Em março, o Pataxó Vitor Braz foi morto na Barra Velha do Monte Pascoal, na Bahia, e, em novembro, o Guarani Kaiowá Vicente Fernandes foi morto no Tekoha Pyelito Kue, em Mato Grosso do Sul. Os três casos ocorreram em terras já delimitadas pelo Estado, mas com processos demarcatórios que se arrastam há mais de uma década.

O estudo relaciona as violências ao impasse no Judiciário em torno da Lei 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal, e à pressão econômica por mineração, obras de infraestrutura e exploração de gás e petróleo em áreas com impacto sobre povos indígenas. Em 2025, foram registrados 1.276 casos de violência contra o patrimônio, sendo 897 relacionados à omissão na regularização de terras. Das 1.443 terras e reivindicações territoriais existentes no país, 897 estão pendentes de alguma medida administrativa.

O relatório também registrou 215 suicídios indígenas em 2025, ante 208 no ano anterior, com maior incidência entre jovens de 20 a 29 anos (41%) e até 19 anos (34%). Foram contabilizados ainda 1.024 óbitos de bebês e crianças indígenas até 4 anos, contra 922 em 2024, sendo 57% por causas evitáveis, como gripe, pneumonia, doenças infecciosas intestinais e desnutrição. Em relação aos povos isolados, o Cimi apontou 119 registros no Brasil, dos quais apenas 28 foram confirmados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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