Por que quem hesita em liderar pode ser a melhor escolha para o cargo
Organizações tendem a associar autoconfiança e ambição declarada a prontidão para a liderança, o que pode levar a promoções precipitadas. Em artigo assinado por Alexis Zahner, Martin Gutmann e Scott J. Allen, os autores argumentam que querer liderar não é o mesmo que estar preparado para liderar, e que a hesitação, por si só, não deve ser lida como falta de potencial nem como qualificação automática.
O texto usa o caso de Margaret, CEO de uma startup de tecnologia, e Nicole, desenvolvedora sênior responsável pela criação do principal produto da empresa. Nicole nunca liderou e sente-se dividida: a promoção ampliaria suas competências, mas reduziria o tempo de programação e exigiria mais reuniões e gestão de pessoas. Para os autores, o ponto decisivo é a origem da relutância — se vem de dúvida sobre as próprias capacidades, falta de informação sobre o cargo ou receio das renúncias, tende a ser solucionável; se reflete simplesmente não querer liderar, não é.
Os autores propõem avaliar se a pessoa compreende o escopo da função, se há alinhamento com seus valores, se demonstra curiosidade para lidar com complexidade e se tem histórico de colaboração. No caso descrito, Margaret concluiu que a hesitação de Nicole era um dos motivos pelos quais ela seria uma boa líder e montou um plano de desenvolvimento com acompanhamento mensal, mentorias e treinamentos de comunicação. A lição, segundo o texto, é que nem sempre quem levanta a mão primeiro é a melhor escolha.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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