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Estrangeiros lideram otimismo com Brasil; Petrobras supera Itaú entre ações favoritas

Atualizado em 23/10/2026 às 09:05 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Pesquisa do Bradesco BBI realizada no quarto trimestre com investidores de mercados emergentes e da América Latina aponta otimismo crescente com os ativos da região, com o Brasil à frente das preferências. O levantamento identifica uma forte migração para ativos de maior risco, movimento liderado por investidores estrangeiros, e aponta espaço para novas entradas de recursos na Bolsa brasileira.

Segundo o estudo, o índice proprietário de "ganância versus medo" do banco atingiu o nível mais elevado do ano, refletindo melhora expressiva do sentimento em relação à região. O BBI avalia que a América Latina continua oferecendo suporte por meio de valuations descontados, espaço para rotação em direção a setores mais cíclicos e potencial de novos fluxos locais e internacionais.

Os investidores estrangeiros aparecem como principal motor do movimento: estão mais comprados em ações brasileiras, mais propensos a aumentar a exposição nos próximos três meses, com menor posição em caixa e expectativa de fortalecimento adicional do real. Os investidores locais seguem otimistas, sobretudo com small caps e setores domésticos cíclicos, mas mantêm alocações em Bolsa próximas das mínimas históricas.

Entre os mercados latino-americanos, o Brasil surge como a principal recomendação do banco. O relatório destaca que grande parte dos investidores já considera o resultado eleitoral praticamente definido e passou a concentrar a atenção nos potenciais ajustes fiscais do próximo governo. Os estrategistas avaliam que um ajuste equivalente a aproximadamente 1,5% do PIB é hipótese realista e veem o tema como o principal debate para os investidores atualmente. Os entrevistados também citam os títulos públicos indexados à inflação (NTN-Bs) e as ações brasileiras como os ativos preferidos para capturar um cenário de melhora macroeconômica.

Um dos destaques do levantamento foi a mudança nas preferências para ações brasileiras. A Petrobras (PETR3; PETR4) ultrapassou o Itaú Unibanco (ITUB4) e se tornou a large cap favorita dos investidores consultados, em meio à combinação de petróleo em alta, geração de caixa robusta e expectativas ligadas ao cenário político e fiscal. Entre os nomes mais citados espontaneamente na categoria de grandes empresas aparecem também Sabesp (SBSP3), Localiza (RENT3) e XP (BDR: XPBR31). Na ponta oposta, Nubank (NU; BDR: ROXO34) e Vale (VALE3) figuram entre as menos favoritas.

No universo de small e mid caps, Ecorodovias (ECOR3), Smart Fit (SMFT3) e Magazine Luiza (MGLU3) estão entre os papéis mais mencionados espontaneamente como oportunidades fora do grupo das grandes empresas. O banco observa que os setores domésticos ligados ao consumo e aos ciclos econômicos ganharam popularidade rapidamente nas últimas semanas, mas avalia que o movimento ainda pode ter continuidade. Telecomunicações, commodities e financeiras aparecem como as principais fontes de recursos para financiar essa rotação setorial.

Fora do Brasil, a Argentina continua sendo o mercado menor mais popular entre os investidores, mas perdeu espaço para Peru e Chile. O BBI mantém visão cautelosa para os ativos argentinos, citando riscos ligados aos lucros corporativos e ao ambiente político-eleitoral. O Chile surge como uma das melhores relações risco-retorno da região, ao lado do Peru, enquanto a Colômbia segue como posição menos preferida diante dos desafios de implementação de reformas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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