Partidos aliados de Flávio reconhecem a vitória de Lula; Zema fala em golpe
Dirigentes e lideranças de partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição deste domingo (25/10). O resultado foi anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Flávio perdeu por cerca de 4,4 milhões de votos.
Ainda na noite de domingo, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, se pronunciou nas redes sociais pelo reconhecimento da vitória do petista. Ele afirmou que o novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional. Na mesma linha, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que disputou a Presidência no primeiro turno e apoiou Flávio no segundo, disse aceitar o resultado das urnas e afirmou que os democratas se curvam à decisão da maioria e da apuração.
O MDB reconheceu a vitória de Lula em publicação no X, na qual afirmou que a vontade popular se fez soberana e desejou serenidade ao presidente para governar em favor de todos. O União Brasil divulgou nota assinada pelo dirigente nacional Antonio Rueda afirmando que a soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas e que, encerrado o processo eleitoral, é hora de unir o país em torno de uma agenda comum. O PSD, de Gilberto Kassab, também assinou nota reafirmando compromisso com a democracia, e o PSDB, presidido por Aécio Neves, declarou que os brasileiros escolheram democraticamente o próximo representante do país — a sigla se manteve neutra no segundo turno.
Após o anúncio do resultado, Flávio disse que não reconhecia a derrota e que pediria a anulação da eleição. Sua declaração mencionou a prorrogação por duas horas do horário de votação, determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin em resposta a pedido do PT. O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), afirmou que causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos, e que o mais coerente seria questioná-la antes da apuração. Tarcísio de Freitas não se pronunciou.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que também disputou o primeiro turno, questionou o resultado e afirmou, em vídeo nas redes sociais, que Lula aplicou um golpe e que aquela foi a eleição mais alarmista e mentirosa que já viu no Brasil. Renan Santos, fundador do MBL e candidato pelo Missão no primeiro turno, atribuiu a derrota de Flávio à arrogância do bolsonarismo. Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, disse que o resultado não foi o esperado pela oposição e que há questionamentos que precisam ser esclarecidos. O escritor Augusto Cury (Avante), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno e apoiou Flávio no segundo, ainda não havia se manifestado.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar