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Reflexão para o XXX Domingo do Tempo Comum

Atualizado em 24/10/2026 às 08:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A liturgia do XXX Domingo do Tempo Comum propõe uma reflexão sobre o mandamento que, segundo o Evangelho de Mateus, resume toda a Lei: amar o Senhor de todo o coração, com toda a alma e todo o entendimento, e amar o próximo como a si mesmo. O comentário é publicado pela Vatican News.

A primeira leitura do domingo, extraída do livro do Êxodo, anuncia o relacionamento fraterno que deve reinar entre os homens como fruto da justiça e do amor. O texto observa que, tanto nas sociedades vizinhas a Israel quanto nas atuais, o pequeno, o derrotado, o fraco e o empobrecido costumam ser embrutecidos pelos poderosos e pelos que acumularam riqueza e vitórias. A mensagem dirigida a Israel e também aos fiéis de hoje é que o modo de proceder em relação ao pequeno não deve ser esse: o empobrecido deve ser ocasião de demonstração de amor a Deus e de abertura aos ditames de seu coração.

O comentário recorda ainda que, em outro capítulo de Mateus, Jesus formula de maneira positiva o ensinamento do rabino Hilel — "O que não te agrada, não o farás a teu próximo" — e afirma: "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles: nisto estão toda a Lei e os Profetas".

Segundo a reflexão, o mandamento é, na verdade, um só. Amar a Deus sobre todas as coisas vai além de reservar um tempo para atividades piedosas de oração: é amar com toda intensidade seus filhos e venerá-lo em cada ser humano, especialmente nos mais pequenos. O texto lembra a palavra de Jesus de que aquilo que for feito ao menor de seus irmãos é a Ele que se faz. Não haveria, portanto, outra forma de amar e reverenciar o Senhor senão amar e servir seus filhos, criados à sua própria imagem e semelhança.

A reflexão evoca a trajetória de Jesus, que se fez homem pobre, sofredor e humilhado, assumiu o papel de escravo ao lavar os pés dos discípulos na última ceia e morreu em suplício abominável, nu, no meio de dois bandidos, como malfeitor. Recorda também que, tentado no deserto, rejeitou Satanás com suas pompas e obras. O texto conclui propondo que o batismo seja lembrado em cada momento da vida, ao abandonar os falsos deuses do egocentrismo, do poder e da soberba e ao assumir o serviço de Deus único e verdadeiro no relacionamento fraterno proposto desde o Antigo Testamento: adorar e servir o Senhor é amar e servir o próximo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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