Nunes Marques: Não houve nenhuma alteração advinda de decisão do STF
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou na noite deste domingo, 25, que a Corte adotou todas as providências necessárias para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou o encerramento da votação em segundo turno em todo o País. Segundo ele, a medida não provocou alterações no processo eleitoral.
Por decisão do ministro Cristiano Zanin, proferida às 17h01, o fechamento das urnas foi adiado de 17h para 19h. "Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve prorrogação na forma em que foi decidida. O TSE cumpriu a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização e à disponibilização. Então, temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral", declarou.
Em pronunciamento na sede do TSE, em Brasília, após a Corte confirmar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,78% dos votos válidos, ante 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL), Nunes Marques disse que as eleições brasileiras experimentaram "um grau elevado de judicialização". Conforme o presidente do TSE, foram submetidos ao tribunal 2.265 processos referentes às eleições de 2026, entre eles 827 representações e 446 direitos de resposta.
"A hiperjudicialização da disputa política produz consequências inevitáveis para o tempo de resposta jurisdicional. Cada processo exige exame, contraditório, análise técnica, fundamentação e, quando cabível, apreciação colegiada", criticou. "A celeridade é indispensável em matéria eleitoral, mas celeridade não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional. Nosso desafio para os próximos ciclos será, portanto, continuar aperfeiçoando procedimentos, racionalizar fluxos e encontrar mecanismos que permitam oferecer respostas ainda mais céleres sem abrir mão das garantias que caracterizam o devido processo legal", completou.
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