Governo Lula eleva valor do Bolsa Família às vésperas do segundo turno
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O valor médio recebido pelas famílias deve subir de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos com o novo valor começam em 19 de outubro, uma semana antes da votação decisiva do segundo turno. O programa atende atualmente mais de 19 milhões de lares em todo o país.
Para o restante de 2026, o custo do reajuste será de R$ 5,8 bilhões. O governo afirma que há espaço no orçamento para absorver a despesa sem desrespeitar as regras fiscais, por meio de sobras orçamentárias e remanejamentos. O desafio maior aparece em 2027, quando o custo total chegará a R$ 22,7 bilhões anuais. Como o aumento não estava previsto no projeto de orçamento enviado ao Congresso, especialistas indicam que o governo pode precisar contingenciar até R$ 57,7 bilhões em gastos no próximo ano.
Economistas questionam o momento do anúncio, já que a inflação acumulada justificaria a correção desde o início do ano. Se tivesse sido aplicada em janeiro, o impacto no poder de compra das famílias teria sido distribuído ao longo do calendário. A decisão de iniciar os pagamentos uma semana antes do segundo turno gera percepção de uso político do programa social.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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