Futuros de NY operam perto da estabilidade com balanços e Fed no radar
Os índices futuros das bolsas norte-americanas operam próximos da estabilidade nesta terça-feira (27), enquanto os investidores acompanham uma agenda carregada de balanços corporativos e o início da reunião de dois dias de política monetária do Federal Reserve (Fed).
Entre as empresas que divulgam resultados nesta sessão estão Coca-Cola, Robinhood e Boeing. As gigantes de tecnologia Microsoft, Alphabet e Amazon devem apresentar seus balanços ainda nesta semana. A expectativa predominante é de que o Fed mantenha os juros inalterados, mas o mercado buscará sinais sobre a possibilidade de uma nova alta das taxas até o fim do ano.
Nos mercados futuros, o Dow Jones Futuro registrava +0,08%, o S&P 500 Futuro recuava 0,03% e o Nasdaq Futuro caía 0,15%. Na frente de dados, os investidores estarão atentos aos pedidos de bens duráveis, aos números de confiança do consumidor e ao relatório de vendas de imóveis novos. A Anthropic protocolou seu formulário S-1 para abrir capital, levando o mercado a avaliar a demanda por inteligência artificial. Embora Wall Street amplie os investimentos em chips e centros de dados, a elevada queima de caixa das empresas do setor e o aumento do endividamento levantam dúvidas sobre a sustentabilidade desse financiamento.
Na Europa, os mercados operam em baixa, com as ações da HSBC Holdings despencando mais de 6% em Hong Kong após o banco divulgar resultados abaixo das estimativas. A instituição também anunciou um programa de recompra de ações de até US$ 1 bilhão até o fim deste ano. O STOXX 600 caía 0,34%, o DAX recuava 0,27%, o FTSE 100 perdia 1,01%, o CAC 40 cedia 0,44% e o FTSE MIB registrava -0,33%.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam sem direção única, com destaque para os ganhos das ações de tecnologia devido ao otimismo em torno do pedido de IPO da Anthropic. A Bolsa de Valores da Coreia ativou um mecanismo de compra paralelo (sidecar) no índice Kospi, interrompendo temporariamente a negociação programada, em meio à forte alta das ações sul-coreanas. Os lucros industriais da China cresceram no mês passado no ritmo mais forte desde junho, com um boom na manufatura ligado à inteligência artificial compensando o impacto da demanda interna fraca. Xangai caiu 1,33%, o Nikkei subiu 1,73%, o Hang Seng recuou 0,73%, o Nifty 50 perdeu 0,21% e o ASX 200 avançou 0,46%.
Nas commodities, o petróleo sobe e reverte perdas anteriores: o WTI avançava 0,52%, a US$ 102,29 o barril, e o Brent subia 0,44%, a US$ 116,34. O minério de ferro negociado na bolsa de Dalian recuou 0,90%, a 644 iuanes (US$ 96,58), o menor nível em mais de dois anos, pressionado por preocupações com a demanda chinesa. O bitcoin caía 0,27%, a US$ 79.672,90 em relação à cotação de 24 horas atrás.
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