Escola de drones: por que o PCC não ataca São Paulo pelo ar
Enquanto o Rio de Janeiro registra ataques com granadas lançadas por drones, o PCC utiliza a mesma tecnologia em São Paulo sem promover ataques. A diferença, segundo análise de um policial civil aposentado com 23 anos de atuação em unidades especializadas, revela dois modelos distintos de governança do crime organizado.
No Rio, a Polícia Civil investiga 18 ocorrências envolvendo drones, incluindo um ataque em Vargem Grande. O Comando Vermelho teria promovido aulas de operação dos equipamentos no Complexo da Penha, com dezenas de alunos por vez. Já em São Paulo, os usos documentados do PCC estão ligados à entrega de celulares em presídios e ao monitoramento de autoridades, como um promotor de Justiça e um diretor de presídio, segundo investigações do Ministério Público.
Para o autor, a ausência de ataques com explosivos pelo PCC não indica falta de capacidade, mas cálculo de governança: a organização depende da continuidade dos negócios ilícitos, e uma granada sobre uma festa de rua atrairia resposta policial de grande porte e desorganizaria o comércio que financia sua estrutura.
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