Entrada da China na ação do Brasil na OMC ajuda a combater guerra tarifária contra os EUA?
O Brasil passou a contar com um reforço relevante na disputa comercial que trava com os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo analistas ouvidos pela BBC News Brasil, a entrada da China na ação movida pelo país contra o tarifaço americano amplia a pressão sobre Washington e fortalece o argumento de que as sobretaxas impostas violam as regras do comércio internacional.
A avaliação é que o apoio chinês não altera os termos técnicos da reclamação brasileira, mas dá maior peso político ao caso. Com uma das maiores economias do mundo ao lado do Brasil no mesmo polo da disputa, a OMC passa a analisar uma frente mais ampla de contestação às tarifas americanas, o que pode acelerar o desfecho ou aumentar o custo diplomático para os Estados Unidos manterem a medida.
Especialistas destacam que a coalizão de países afetados pelas tarifas tende a isolar os EUA no órgão multilateral e a reforçar a tese de que a política tarifária americana fere princípios básicos do sistema de comércio global. A participação da China, no entanto, também insere o caso em um contexto de rivalidade estratégica entre Washington e Pequim, o que pode tornar o processo mais sensível politicamente.
Procurados, o Ministério das Relações Exteriores e a representação comercial dos Estados Unidos não comentaram o andamento da ação. A OMC não divulgou prazo para a conclusão da análise do caso.
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