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Santa Sé: dignidade humana é inviolável desde a concepção até a morte natural

Atualizado em 29/09/2026 às 21:50 schedule 2 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A dignidade da pessoa humana “não depende nem da idade, nem da capacidade, nem da autonomia” e permanece inviolável “em todas as fases da existência, desde a concepção até a morte natural”. A posição foi defendida pela Santa Sé na 33ª sessão do Comitê Internacional de Bioética (IBC) e na 14ª Sessão Extraordinária da Comissão Mundial de Ética do Conhecimento Científico e Tecnológico (COMEST), realizadas na segunda-feira, 28 de setembro, em Paris.

O pronunciamento foi feito por monsenhor Roberto Campisi, observador permanente da Santa Sé junto à UNESCO. Sua intervenção partiu de uma questão central: como proteger a dignidade humana em um período de profunda transformação social e tecnológica.

Ao tratar dos idosos e da terceira idade, Campisi afirmou que o aumento da expectativa de vida não é apenas uma conquista, mas também um convite a refletir sobre o significado intrínseco do envelhecimento e sobre a fragilidade que muitas vezes o acompanha.

O observador também abordou a inteligência artificial generativa e sua relação com o conhecimento. Segundo ele, coloca-se a questão de como produzir, avaliar e difundir o conhecimento, mas também, e sobretudo, de como preservar a responsabilidade e a capacidade de discernimento próprias da pessoa humana.

Campisi reconheceu que a inteligência artificial pode contribuir para a pesquisa e o acesso ao conhecimento, mas sustentou que ela não pode substituir o julgamento humano nem a responsabilidade daqueles que produzem, verificam e difundem o conhecimento. Em ambos os âmbitos, concluiu, é essencial que o progresso permaneça a serviço da pessoa, de sua dignidade recebida de Deus e do bem comum.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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