Instituto do Verbo Encarnado: padre Buela considerado culpado por abusos
O Tribunal Penal Especial de primeira instância e o Tribunal de Apelação do Instituto do Verbo Encarnado chegaram à “certeza moral” da culpabilidade do padre argentino Carlos Buela por fatos enquadrados “em um delito contra o sexto mandamento, cometido com violência contra várias pessoas”. A informação consta de nota divulgada pelo Dicastério para a Vida Consagrada.
A nota é assinada pela prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada, irmã Simona Brambilla, e pelos dois delegados pontifícios que, desde 2025, acompanham os ramos masculino e feminino da família do Verbo Encarnado. O anúncio foi feito após a conclusão das etapas processuais nos tribunais internos da congregação.
Segundo o comunicado, os dois tribunais — o de primeira instância e o de Apelação — alcançaram a mesma convicção sobre a responsabilidade do sacerdote nos episódios descritos como delito contra o sexto mandamento, praticado com violência contra diversas pessoas. A expressão “certeza moral” é utilizada no direito canônico para indicar o grau de convicção necessário à decisão judicial.
O texto não detalha o número de vítimas, as datas dos fatos, as localidades onde teriam ocorrido nem eventuais sanções já aplicadas ao sacerdote. Também não informa se houve recurso a instâncias superiores da Santa Sé ou se o caso segue em análise em outros foros.
O Instituto do Verbo Encarnado é uma família religiosa de origem argentina, com ramos masculino e feminino, que desde 2025 conta com a atuação de delegados pontifícios designados pela Santa Sé para acompanhar sua vida interna. A nota assinada pela prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada e pelos delegados é o documento que torna público o resultado do julgamento canônico.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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