Dow Jones Futuro cai com petróleo e tecnologia no radar antes de discurso de Trump
Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa nesta terça-feira (22), com o impulso das ações de tecnologia perdendo força depois que o petróleo interrompeu uma sequência de quatro dias de perdas. A euforia inicial provocada pela forte adesão ao mais recente agente de inteligência artificial da Meta Platforms se dissipou ao longo da sessão asiática.
Na segunda-feira, um índice de ações de semicondutores dos EUA subiu mais de 4%, impulsionado pelo otimismo em torno do agente de IA da Meta, o Muse, que reacendeu o entusiasmo pelos chips necessários para alimentar esse tipo de ferramenta. As ações da Meta dispararam 11%, e a Advanced Micro Devices ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursará na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, ainda nesta terça-feira. Os investidores também acompanham a possibilidade de um encontro com seu homólogo iraniano. No fim desta semana, os holofotes estarão voltados para a reunião entre Trump e Xi Jinping, com o mercado em busca de sinais de que os líderes das duas maiores economias do mundo podem evitar uma nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China.
No cenário doméstico, a agenda inclui a pesquisa de atividade industrial do Federal Reserve de Richmond, além de discursos do presidente do Fed de Nova York, John Williams, e do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin. Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro: -0,26%
- S&P 500 Futuro: -0,21%
- Nasdaq Futuro: -0,23%
Na Europa, os mercados operam em baixa, pressionados pelas perdas nos setores de seguros e serviços financeiros. Na França, as preocupações com a trajetória das contas públicas ganham força entre os investidores: o custo do seguro contra um eventual calote da dívida pública francesa subiu na segunda-feira ao maior nível desde março de 2020, e os títulos soberanos franceses, conhecidos como OATs, estão entre os de pior desempenho das principais economias em 2026. O STOXX 600 recuava 0,16%, o DAX (Alemanha) caía 0,45%, o FTSE 100 (Reino Unido) perdia 0,14%, o CAC 40 (França) recuava 0,10% e o FTSE MIB (Itália) tinha baixa de 0,64%.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam majoritariamente em alta, impulsionados pelos setores de tecnologia e saúde. As ações da Alibaba subiram cerca de 3% em Hong Kong, depois que a gigante chinesa de tecnologia revelou um novo chip de inteligência artificial e planos para expandir drasticamente sua presença em data centers, intensificando sua aposta na infraestrutura que impulsiona o boom da IA. O Shanghai SE avançou 0,06%, o Nikkei (Japão) ganhou 1,38%, o Hang Seng Index (Hong Kong) subiu 0,18%, o Nifty 50 (Índia) caiu 0,37% e o ASX 200 (Austrália) teve alta de 0,30%.
Nos commodities, os preços do petróleo sobem em meio a preocupações com o aumento das tensões entre Irã e EUA, após Bessent emitir um alerta de paralisação de voos comerciais iranianos. O WTI avançava 0,70%, a US$ 96,45 o barril, e o Brent subia 1,13%, a US$ 101,41. As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, devido às perspectivas de demanda desfavoráveis, com a valorização do yuan aumentando a pressão: o contrato negociado na bolsa de Dalian recuou 1,05%, a 708 iuanes (US$ 105,74). O Bitcoin caía 0,90%, a US$ 85.665,30, em relação à cotação de 24 horas atrás.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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