Davi Alcolumbre nega irregularidades após revelação de mensagens com banqueiro
O senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, negou irregularidades após a revelação de mensagens que indicam uma relação de forte amizade entre ele e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As conversas foram divulgadas em setembro de 2026 e mostram o uso de termos carinhosos entre os dois, além de citações a festas privadas.
Segundo os relatos, após a eleição de Alcolumbre para o comando do Senado, Vorcaro o parabenizou e o senador teria respondido chamando-o de "amor" e "irmão para a vida toda", agradecendo pelo carinho e pela amizade fraterna. O ex-banqueiro retribuiu com emojis de coração e prometeu estar disponível para o parlamentar a qualquer momento. As mensagens também mencionam a organização de festas exclusivas, que envolveriam bebidas e até a vinda de mulheres da Europa para participar dos eventos em ambiente privado.
Em nota, Alcolumbre classificou as publicações como um "ataque injusto" e "sensacionalismo barato". Ele argumenta que as supostas mensagens possuem teor estritamente pessoal e não trazem qualquer prova de crime ou conduta ilegal. O senador declarou saber quem está por trás das acusações e quais interesses motivam essa ofensiva, afirmando que não se deixará intimidar. Ele prometeu levar o caso às últimas consequências no Judiciário para identificar os responsáveis por atingir sua honra e garantir que a verdade sobre sua trajetória pública seja integralmente estabelecida.
O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria é apontado como o intermediário que conectava o senador e o banqueiro em grupos de mensagens. Em sua defesa, Faria explicou que as conversas sobre reservas de hotéis luxuosos mencionadas na mídia diziam respeito a viagens corporativas de negócios, especificamente para avaliar um investimento no clube inglês Queens Park Rangers. Ele assegurou que Alcolumbre não tinha relação com esses planos. Paralelamente, o Banco Master enfrenta pedidos de CPI no Congresso, que foram ignorados por Alcolumbre, gerando uma ação da oposição no Supremo Tribunal Federal.
As investigações mencionam um suposto repasse de 30 milhões de dólares para uma conta secreta de Alcolumbre no exterior, hipótese que surgiu em uma proposta de delação premiada não aceita pelas autoridades. Além disso, há o caso da Amapá Previdência (Amprev), fundo dos servidores estaduais que investiu 400 milhões de reais no Banco Master. O irmão do senador era conselheiro da Amprev e o órgão era presidido por um antigo aliado de campanha dele. A Polícia Federal apura se houve pressão política para aprovar esses aportes de alto risco que podem ter comprometido o fundo.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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