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Como 'Botas Verdes', congelado há 30 anos no Everest, deve finalmente voltar para casa

Atualizado em 11/08/2026 às 21:05 schedule 2 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As botas verde-limão de um alpinista indiano, congeladas há cerca de três décadas nas encostas do Monte Everest, podem finalmente ser retiradas da montanha e devolvidas à família. O objeto se tornou um marco sombrio e macabro na rota de escalada do pico mais alto do mundo, sendo usado por guias e expedições como ponto de referência para localizar corpos e equipamentos deixados para trás.

O corpo ao qual as botas pertencem é de um homem da Índia, que morreu durante uma tentativa de escalada na década de 1990. Por anos, a vestimenta colorida serviu como um alerta silencioso para os montanhistas que passam pelo local, muitos dos quais não sabem a identidade da vítima, mas reconhecem o equipamento como um ponto fixo na paisagem gelada.

Nos últimos anos, relatos de alpinistas que identificaram o número de registro gravado nas botas e cruzaram informações com registros de expedições antigas reacenderam o caso. A descoberta gerou uma mobilização para que o corpo seja removido da chamada "zona da morte", área acima dos 8 mil metros onde as condições são extremas e o resgate é logisticamente complexo e perigoso.

Autoridades nepalesas e organizações envolvidas em expedições de limpeza do Everest não detalharam oficialmente o cronograma ou a logística exata para a retirada do corpo. A operação, no entanto, é vista como parte dos esforços contínuos para reduzir o acúmulo de dejetos e restos mortais na montanha, que se tornou um dos maiores desafios ambientais e éticos do alpinismo de alta altitude.

A identidade completa do alpinista e os detalhes sobre como a família foi localizada não foram divulgados publicamente até o momento. A expectativa é que, após a remoção, os restos mortais passem por um processo de identificação formal antes de serem entregues aos parentes na Índia, encerrando uma espera de três décadas.

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Por Ivan Marra

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