Cogna e Ser saltam até 8% após 2T: o que agradou no resultado de cada educacional?
As ações de Cogna (COGN3) e Ser Educacional (SEER3) fecharam em alta nesta quinta-feira (13), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. Os papéis da Cogna subiram 7,88%, a R$ 2,19, enquanto os da Ser avançaram 5,96%, a R$ 11,55.
No caso da Cogna, o desempenho foi puxado pela divisão de educação básica, que reúne as marcas Vasta e Saber. A receita líquida total da companhia somou R$ 1,96 bilhão no trimestre, alta de 18% na comparação anual. O segmento K-12 teve receita 51% maior, com destaque para as vendas ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que saltaram de R$ 22 milhões para R$ 124 milhões. Na Kroton, braço de ensino superior, a receita cresceu 6%, sustentada pelos cursos presenciais e híbridos, que compensaram a queda de 16,6% na base de alunos do ensino a distância.
Apesar do avanço das receitas, a margem Ebitda recorrente consolidada recuou de 33,1% para 30,1%, pressionada pelo maior peso dos cursos presenciais, estruturalmente menos rentáveis. Ainda assim, a companhia entregou lucro líquido ajustado de R$ 210 milhões, alta de 18%, e geração de caixa robusta. Analistas do Morgan Stanley e do Itaú BBA destacaram o crescimento de 34% no fluxo de caixa operacional e a redução de R$ 238 milhões na dívida líquida ajustada.
A Ser Educacional, por sua vez, registrou receita líquida de R$ 622 milhões, alta de 5,6%, em linha com as projeções. O Ebitda ajustado, porém, veio acima do esperado: R$ 181 milhões, com margem de 29,1%, expansão de 1,4 ponto percentual. O lucro líquido ajustado somou R$ 115 milhões, alta de 33%, impulsionado por melhor controle de custos, menores despesas com publicidade e provisões, além de um resultado financeiro mais favorável. O desempenho foi liderado pelos cursos presenciais, cuja receita cresceu 10%, enquanto a base de alunos do EAD recuou 28%.
Em comum, os balanços reforçam a tendência de migração para o ensino presencial e híbrido, em meio às mudanças regulatórias que pressionam o ensino a distância. Para os analistas, o cenário favorece empresas com maior exposição a cursos presenciais, medicina e educação básica, segmentos que vêm compensando a desaceleração do EAD.
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