Botsuana, o compromisso dos Salesianos com os jovens, um recurso para o futuro do país
Os Salesianos estão em Botsuana desde o fim de 2023 e dedicam-se à formação de crianças e jovens em um dos países mais afetados pela crise do mercado de diamantes. Para os missionários, o trabalho educativo é uma aposta no futuro de uma nação que enfrenta uma transição econômica marcada pelo desemprego juvenil.
A presença da congregação começou em 26 de novembro de 2023, quando os primeiros padres pioneiros entraram no país pela fronteira de Kazungula, vindos da Zâmbia. A inauguração oficial ocorreu em 8 de dezembro daquele ano, com uma celebração na Catedral de Nossa Senhora do Deserto, na diocese de Francistown. Os três primeiros missionários foram o irmão Sylvester Makumba, o padre Irvin Lumano e o padre Vincent Tembo, que enfrentaram dificuldades com vistos de trabalho e residência antes de se estabelecerem definitivamente.
A comunidade católica local é pequena: Botsuana tem cerca de 2,6 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 120 mil são católicos, distribuídos pelas dioceses de Gaborone e Francistown. Os Salesianos cuidam da paróquia de Santa Teresa do Menino Jesus, em Monarch, uma das áreas mais pobres de Francistown, onde vivem em uma casa alugada e planejam construir uma sede própria.
Entre as iniciativas já em andamento está um oratório vespertino aos fins de semana, além de catequese e estudos bíblicos para jovens. A congregação também planeja criar um Centro da Juventude em Monarch para oferecer um espaço seguro e construtivo de convivência. A formação de Cooperadores Salesianos começou em 2025, com os primeiros membros previstos para fazer juramento em 2027.
O trabalho ocorre em um cenário de crise econômica: a mineração de diamantes, que historicamente respondeu por cerca de 30% do PIB e até 80% das receitas de exportação, sofre com a concorrência das pedras sintéticas e o fechamento de minas. O desemprego entre os jovens ultrapassa 30%, levando muitos a buscar renda no setor informal. A missão integra a Vice-Província Salesiana de Maria Auxiliadora, que abrange Zâmbia, Malawi, Zimbábue e Botsuana, e já recebeu apoio de Cooperadores da República Tcheca. Para o padre Tembo, o compromisso com Monarch é um "pequeno farol de esperança" que oferece alternativas concretas à pobreza, acompanhando as novas gerações com instrumentos educacionais que vão além da riqueza ilusória das pedras preciosas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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