Vulcabras tem possíveis M&As mapeados e perfil definido: apenas marcas esportivas
A Vulcabras (VULC3) mantém o mapeamento de possíveis aquisições mesmo diante da avaliação de que o mercado de fusões e aquisições esfriou em 2026. Segundo o CEO da companhia, Pedro Bartelle, o cenário mais difícil não elimina as oportunidades de crescimento via M&A. “Em momentos mais difíceis é quando surgem grandes oportunidades”, afirmou o executivo.
A estratégia da empresa está concentrada no segmento esportivo. No último movimento de aquisição, a Vulcabras comprou a operação da marca japonesa de tênis Mizuno no Brasil. Antes, havia adquirido a Under Armour no país. As duas operações foram passos importantes para posicionar a companhia no nicho de esportes, ao lado da Olympikus. Hoje, essas três marcas formam o portfólio completo da empresa.
Bartelle explica que a Vulcabras já foi uma empresa mais diversificada, com calçados femininos da Azaleia, mas passou por um período de reestruturação nos últimos dez anos, especialmente nos últimos cinco, quando decidiu se especializar em esportes. “O que temos olhado são empresas no mesmo segmento”, disse. O executivo mantém conversas com empresas de esportes e marcas do setor em geral, mas há uma leitura de complementaridade do portfólio com uma linha de casual esportivo, como skate ou surfwear. A empresa não olha apenas para concorrentes diretos de Olympikus, Mizuno e Under Armour.
A companhia acaba de concluir um ciclo de investimentos em expansão de capacidade produtiva capaz de sustentar um nível de crescimento pelos próximos três anos. No segundo trimestre de 2026, o custo de capital da Vulcabras recuou 49% em comparação ao mesmo período do ano anterior. “Com os recursos que a Vulcabras tem, qualquer marca esportiva que esteja no Brasil performará melhor dentro da empresa do que fora. Nosso desenvolvimento de produtos, mapeamento de mercado e fábricas são suficientes para cuidar de uma marca bem”, aponta o CEO.
No segundo trimestre de 2026, a receita líquida da Vulcabras avançou 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 994,8 milhões — o 24º trimestre consecutivo de crescimento no indicador. Bartelle acredita que a produtora de calçados deve manter o ritmo de crescimento, mas a incerteza econômica deve pressionar a operação. “O mercado esteve um pouco mais aquecido no final do ano passado. Agora as coisas esfriaram muito pelas incertezas dentro do país, ainda mais em cima de eleições, com reforma tributária em vista”, afirma. “Nós somos agressivos e estamos atentos, mas o empresariado e as companhias preferem esperar ver como vão ficar as regras do jogo.”
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar