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Renner: ação cai mais de 2% após UBS BB abandonar compra e cortar preço-alvo em 25%

Atualizado em 20/08/2026 às 06:20 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Renner: ação cai mais de 2% após UBS BB abandonar compra e cortar preço-alvo em 25%

Renner: ação cai mais de 2% após UBS BB abandonar compra e cortar preço-alvo em 25%

As ações da Lojas Renner (LREN3) figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira (14), pressionadas por um rebaixamento de recomendação do UBS BB. Os papéis fecharam em baixa de 2,61%, a R$ 11,21. O banco cortou a recomendação de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 18 para R$ 13,50, movimento que reforçou as preocupações dos investidores após o fraco desempenho operacional e a revisão para baixo do guidance de 2026 anunciada pela companhia na semana passada.

Na visão do UBS BB, a revisão atinge um dos pilares da tese de investimento da varejista: a expectativa de que sua escala, liderança de mercado e posição financeira robusta permitiriam um desempenho superior ao restante do setor em um ambiente econômico mais difícil. Segundo os analistas, essa hipótese ficou mais difícil de sustentar após os resultados do segundo trimestre. O banco reconhece que a Renner segue como a principal rede de vestuário do país, com cerca de 12% de participação de mercado e caixa líquida próxima de R$ 1,2 bilhão, mas ressalta que essas vantagens não têm se traduzido em ganhos relevantes de participação ou em crescimento claramente superior ao dos concorrentes.

Os analistas destacam que a produtividade das lojas praticamente não evoluiu em termos reais desde 2019. Tanto a receita por metro quadrado quanto o lucro bruto por metro quadrado registraram crescimento próximo de apenas 2% no período, mesmo após anos de investimentos em logística, tecnologia e expansão digital. Além disso, rivais como C&A (CEAB3) e Riachuelo (GUAR3) vêm reduzindo parte da distância operacional: o lucro bruto por metro quadrado dessas concorrentes passou a representar 70% e 63%, respectivamente, do nível da Renner, acima dos percentuais observados antes da pandemia.

Outro ponto que preocupa o banco é o ambiente competitivo. A reintrodução da isenção de imposto federal para importações de baixo valor intensificou a concorrência de plataformas internacionais. Dados citados pelo UBS BB mostram que o valor das encomendas abaixo de US$ 50 saltou mais de 100% em junho na comparação anual, pressionando especialmente categorias como vestuário e beleza. O Goldman Sachs compartilha parte dessa preocupação. Embora mantenha recomendação de compra, o banco reduziu suas estimativas de lucro após os resultados do segundo trimestre e cortou o preço-alvo de R$ 20 para R$ 18, citando a maior competição de importados, a pressão tributária sobre a categoria de beleza e uma demanda mais fraca do consumidor.

Segundo o Goldman, o desempenho do segundo trimestre foi prejudicado por fatores extraordinários, incluindo o efeito da Copa do Mundo, o aumento da carga tributária sobre cosméticos em São Paulo e a volta da concorrência dos importados de baixo valor. A expectativa é que parte desses impactos diminua ao longo do segundo semestre. Ainda assim, o UBS BB considera que os riscos continuam elevados: o banco reduziu suas projeções de lucro e passou a trabalhar com crescimento médio anual do lucro por ação de cerca de 10% até 2030, percentual considerado insuficiente para justificar um múltiplo mais elevado em um ambiente de competição crescente.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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