Regime do Irã reconstrói arsenal de mísseis e acelera obras em complexo nuclear
O Irã tem aproveitado a redução na intensidade dos combates diretos com Israel e os Estados Unidos para recompor suas capacidades militares e nucleares. Relatórios internacionais indicam que o regime islâmico retomou a fabricação de mísseis balísticos em instalações subterrâneas e intensificou as atividades em um complexo nuclear estratégico, o que tem gerado alertas de segurança em todo o Oriente Médio.
Segundo as informações disponíveis, a produção de novos mísseis tem se apoiado na montagem de armamentos com componentes que já estavam nos estoques iranianos antes do início das hostilidades mais intensas. O país também opera em instalações subterrâneas, como o complexo de Khojir, para proteger a linha de produção de possíveis ataques aéreos. Especialistas apontam que a ausência de bombardeios contínuos permite reparar a infraestrutura danificada e estocar novos itens. Ainda que a quantidade produzida seja menor do que no período pré-guerra, a fabricação de mísseis de combustível sólido e líquido segue ativa.
No campo nuclear, relatórios do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais apontam que o complexo conhecido como Kuh-e Kolang, na montanha Pickaxe, registra sua maior movimentação já observada. As imagens indicam que o Irã encerrou a fase de escavações pesadas e avançou para a construção interna e o reforço das estruturas externas. O local fica a cerca de 100 metros de profundidade, escavado em granito sólido, o que torna sua destruição extremamente difícil mesmo para as bombas mais potentes do arsenal americano, projetadas para atingir alvos protegidos por camadas profundas de terra e rocha.
Diversos relatos apontam que a Rússia e a China têm fornecido ajuda estratégica essencial ao Irã, embora o governo iraniano não detalhe publicamente a origem de todas as suas importações militares. Esse apoio incluiria desde o envio de equipamentos e insumos até a colaboração com informações de inteligência e imagens de satélite, que auxiliam na designação de alvos. Analistas militares observam que essa cooperação internacional é um dos pilares que explicam a resiliência do país, permitindo que mantenha capacidade de combate e defesa antiaérea mesmo após sofrer ofensivas significativas.
O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos monitoram de perto as atividades nucleares iranianas e ameaçou reagir com força caso o regime tente avançar em provocações. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou as intenções do Irã de retomar o desenvolvimento de armas nucleares e garantiu que seu governo impedirá que isso aconteça. A motivação central do conflito atual, iniciado em fevereiro, foi justamente o receio de que o país estivesse prestes a obter ogivas nucleares, o que alteraria o equilíbrio de poder na região.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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