Abel reclama de regra do Brasileirão no Palmeiras e propõe reflexão: “Responsabilidade é minha?”
O técnico Abel Ferreira criticou a regra da CBF que limita transferências de jogadores entre clubes da Série A na mesma temporada. As declarações foram feitas após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre a LDU-EQU, na última quarta-feira, no Nubank Parque, no jogo de ida das quartas de final da Libertadores.
Abel foi questionado se a única substituição feita pela comissão técnica na partida poderia ser interpretada como um recado à diretoria sobre a necessidade de reforços. O treinador rechaçou a ideia de "indireta" e afirmou ter via direta com o diretor de futebol e com a presidente do clube. Em seguida, passou a criticar a norma que impede um jogador com mais de 12 partidas na Série A por um time de defender outra equipe na mesma edição do Brasileirão.
O português lembrou que, quando chegou ao Palmeiras, em 2020, o limite de estrangeiros no Brasileirão era de cinco, depois passou para sete e, três dias após a saída de Merentiel, foi ampliado para nove. "A responsabilidade é de quem?", questionou. Ele afirmou que gostaria de contratar jovens do futebol brasileiro, mas não pode porque muitos já disputaram mais de dez jogos. "Como impeço os clubes do futebol brasileiro a poder contratar dentro do Brasil criando uma regra dessas?", indagou.
Abel citou o caso de Danilo, revelado pelo Palmeiras e atualmente no Botafogo. O clube fez oferta de 28 milhões de euros (R$ 160 milhões na cotação da época), recusada pelo time carioca. No mesmo dia, o volante completou o 13º jogo pelo Botafogo no Brasileiro, o que encerrou o interesse do Verdão. Situação semelhante ocorreu com Barboza: o zagueiro atingiu 12 partidas pelo Botafogo, que não o escalou na 13ª e o negociou com o Palmeiras.
O treinador comparou a regra brasileira com a de Portugal, onde, segundo ele, Benfica, Sporting e Porto podem contratar jogadores do Braga mesmo após 20 partidas. "Não entendo essa regra", disse. Abel também mencionou que a norma era mais rígida no ano passado, com limite de seis jogos, ampliado para 12. "Gostaria muito de contratar jogadores, não posso. Gostaria muito de ter brasileiros, não posso. Responsabilidade é minha?", finalizou.
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