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Ranking tributário global põe Emirados em 1º e Brasil apenas na 29ª posição

Atualizado em 21/09/2026 às 08:20 schedule 3 min de leitura visibility 28 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um levantamento internacional que avaliou 48 jurisdições mostra que ter imposto de renda baixo não basta para tornar um país atraente do ponto de vista tributário. O estudo Tax Optimization for Global Citizens, feito pela Global Intelligence Unit, braço de pesquisa da consultoria Global Citizen Solutions, analisou os sistemas a partir de 11 indicadores distribuídos em três pilares: carga tributária e estrutura tributária, cada um com peso de 42,5% na nota final, e migração por investimento, responsável pelos 15% restantes.

Os Emirados Árabes Unidos lideram o ranking, com 83 pontos, combinando imposto de renda de pessoa física zero, tributação de 5% sobre o consumo e ausência de cobrança na saída. Na sequência aparecem Antígua e Barbuda (82), Paraguai (77), Hong Kong (77), Bahamas (76), Malta (74), São Cristóvão e Névis (74), Malásia (74), Granada (74) e Chipre (73). Malta e Chipre são as únicas jurisdições europeias entre as dez primeiras, e chegam lá não por cobrar menos impostos, mas pela existência de regimes tributários preferenciais.

O Brasil ocupa apenas a 29ª posição entre as 48 jurisdições analisadas. O país recebeu 69 pontos em carga tributária, 31 em estrutura tributária e 85 em migração por investimento. Segundo a metodologia, o Brasil tributa seus residentes em bases universais, alcançando também rendimentos obtidos no exterior, e não possui um regime preferencial equivalente ao de jurisdições mais bem classificadas. O levantamento considera ainda alíquota de até 22,5% para ganho de capital, diante de mediana de 15% na amostra. No pilar de estrutura tributária, o Brasil aparece em 33º lugar.

Na comparação regional, o Brasil é o penúltimo colocado da América Latina, superando somente a Argentina. Paraguai (3º), Panamá (11º), Uruguai (12º) e Costa Rica (14º) aparecem à frente e adotam sistemas de tributação territorial. O México, também baseado em residência com alcance universal, fica em 22º. A diferença está sobretudo no tratamento da renda estrangeira: nos sistemas territoriais, a tributação se concentra na renda originada dentro da própria jurisdição.

O estudo também confronta os resultados fiscais com o Global Passport Index 2026, da mesma consultoria, e aponta um paradoxo: os Emirados, líderes tributários, aparecem apenas em 124º em qualidade de vida, enquanto a Suécia é a segunda nessa dimensão, mas somente a 32ª no ranking fiscal. Apenas sete jurisdições combinam posição tributária na metade superior com presença entre as 50 primeiras em qualidade de vida — Malta, Chipre, Uruguai, Costa Rica, Maurício, Suíça e Portugal —, e nenhuma delas tem imposto de renda zero.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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