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Próximo presidente encara economia fragilizada por dívida alta e juros elevados

Atualizado em 21/08/2026 às 18:05 schedule 2 min de leitura visibility 10 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O vencedor das eleições presidenciais de outubro herdará em 2027 uma economia fragilizada, com dívida pública em trajetória de alta e juros ainda em dois dígitos. Projeções indicam que a dívida bruta do governo pode chegar a 88% do PIB já no próximo ano e, se nada for feito para controlar gastos, igualar 100% da riqueza produzida pelo país em 2031 ou 2032. Desde o início do atual mandato, o endividamento subiu mais de 10 pontos percentuais, reduzindo a capacidade de investimento do Estado.

Com a Selic em 14%, o crédito fica caro para famílias e empresas: os juros do rotativo do cartão chegam a 442% ao ano e 82% das famílias têm dívidas a vencer. No setor produtivo, o custo do capital elevou em 21,7% os pedidos de recuperação judicial. O mercado cobra um ajuste fiscal rigoroso e estará atento aos primeiros cem dias do novo governo para verificar se haverá compromisso real com metas fiscais. O crescimento econômico, estimado em 2% para 2026, deve cair para 1% em 2027, com o desemprego projetado para subir de 5,4% para até 6,5% no fim do próximo ano.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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