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Por que o amor dói tanto? O que acontece no nosso cérebro quando sofremos uma desilusão amorosa

Atualizado em 13/08/2026 às 21:50 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)

O fim de um relacionamento pode provocar reações físicas e emocionais intensas, que vão muito além da tristeza. Especialistas explicam que o cérebro interpreta a separação como uma espécie de "abstinência", semelhante ao que ocorre com dependentes químicos. Isso acontece porque, durante o vínculo afetivo, o organismo libera substâncias ligadas à sensação de prazer e bem-estar, como a dopamina e a ocitocina.

Quando a relação termina, essa produção é interrompida de forma abrupta. O corpo, então, reage com sintomas que podem incluir ansiedade, insônia, falta de apetite e até dores físicas. Estudos de neuroimagem mostram que áreas do cérebro associadas à dor física são ativadas quando a pessoa relembra o parceiro ou a parceira, o que ajuda a explicar por que o sofrimento emocional parece tão "real" e difícil de controlar.

Além do aspecto químico, há um componente psicológico importante. A desilusão amorosa abala a autoestima e a sensação de identidade, já que muitas pessoas estruturam parte de suas vidas em torno da relação. A sensação de rejeição pode ativar circuitos cerebrais ligados à motivação e à recompensa, fazendo com que a pessoa fique obcecada em entender o que deu errado ou em buscar respostas.

Os especialistas destacam que a dor é um processo natural e que não existe um prazo fixo para superá-la. No entanto, algumas estratégias podem ajudar a acelerar a recuperação. Entre elas, manter uma rotina saudável, praticar exercícios físicos, buscar apoio de amigos e familiares e evitar contato constante com o ex-parceiro nas redes sociais. Essas atitudes ajudam o cérebro a "desacostumar" com a presença do outro e a restabelecer o equilíbrio químico.

Por fim, é importante lembrar que sentir dor após um rompimento não é sinal de fraqueza, mas uma resposta biológica e emocional esperada. Com o tempo e o cuidado adequado, o cérebro se reorganiza e a pessoa volta a encontrar prazer em outras áreas da vida.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial, a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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