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Por que alguns chefões do Vale do Silício rejeitam previsão de que IA pode extinguir a humanidade

Atualizado em 13/09/2026 às 10:05 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os alertas sobre o risco de extinção da humanidade provocado pela inteligência artificial voltaram ao centro do debate no Vale do Silício, mas desta vez encontraram resistência entre executivos e investidores. A onda de declarações públicas de pesquisadores ligados ao setor foi recebida com ceticismo por parte de lideranças empresariais, que questionam tanto a credibilidade quanto os interesses por trás das previsões catastróficas.

O caso mais recente envolveu o pesquisador britânico Jacob Coxon, de 27 anos, que pediu demissão da Anthropic após ter trabalhado antes na OpenAI. Em publicações feitas em setembro, ele afirmou que as pessoas envolvidas no desenvolvimento da IA têm consciência da possibilidade de destruição da humanidade e que os profissionais do setor estão "jogando com as nossas vidas". Coxon disse ainda que sistemas sobrehumanos capazes de hackear qualquer coisa estariam próximos. Outros funcionários da Anthropic, como o pesquisador de segurança Evan Hubinger, manifestaram apoio ao alerta e estimaram em mais de 10% a chance de a IA exterminar os humanos na próxima década.

A reação de executivos foi imediata. O CEO do Grindr, George Arison, classificou os comentários como parte de uma "visão de mundo anticivilização" e disse ter orientado engenheiros da empresa a deixarem de usar a tecnologia da Anthropic. Para ele, confiar em uma companhia com esse tipo de declaração pública é irresponsável diante dos acionistas. Arison levantou a hipótese de que os alertas sirvam para angariar apoio de investidores, já que a justificativa para avaliações elevadas passaria pela promessa de dominar setores e empregos. A Anthropic foi avaliada em US$ 965 bilhões em sua rodada de financiamento mais recente.

O chefe da Nvidia, Jensen Huang, também teria classificado as falas de Coxon como falsas durante uma conferência do setor em San Francisco, segundo relatos de participantes. Huang já havia dito que a ideia de a IA representar o fim da humanidade é um "completo absurdo". O presidente da Altimeter Capital, Brad Gerstner, acusou Coxon de "exagero ridículo", enquanto o CEO da Hugging Face, Clement Delangue, comparou o alerta do pesquisador a perguntar a um técnico de ar condicionado sobre mudanças climáticas, pedindo que o debate seja mantido em perspectiva.

Parte dos críticos acusa a Anthropic de espalhar medo para provocar pressão regulatória que elimine concorrência e deixe a empresa e a OpenAI com o monopólio do setor. O chefe da Anthropic, Dario Amodei, defendeu publicamente a desaceleração e o monitoramento do ritmo de desenvolvimento dos modelos e pediu equilíbrio entre velocidade e segurança. Nos bastidores da conferência, investidores demonstraram preocupação maior com a lucratividade das empresas do que com cenários de extinção. O senador Bernie Sanders defende uma pausa temporária no desenvolvimento de IA avançada, enquanto o governo Donald Trump apoia o desenvolvimento irrestrito da tecnologia como forma de manter a liderança dos EUA. Os detalhes completos das declarações e das propostas citadas não constam integralmente no material disponível.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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