Peregrinos de Pelotas cruzam a fronteira para encontrar o Papa Leão
Cerca de 300 peregrinos de Pelotas, no Rio Grande do Sul, cruzaram a fronteira em direção a Montevidéu, no Uruguai, para participar da visita do Papa Leão à América do Sul. A caravana viajou durante a noite, movida pelo desejo de acompanhar de perto um momento considerado histórico pelos fiéis.
Para os pelotenses, entre eles Tiago, a proximidade geográfica com a capital uruguaia tornou a peregrinação viável. Segundo o relato dos participantes, um deslocamento até capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília exigiria esforço logístico e financeiro muito maior.
A viagem reuniu diferentes grupos e expressões de fé da região. Cerca de 200 integrantes do Movimento de Emaús integram a caravana, ao lado de fiéis da Paróquia da Catedral e da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus. O objetivo central é viver a comunhão com a Igreja do Uruguai e testemunhar de perto a figura do Papa Leão, visto pelos peregrinos como fonte de esperança e renovação espiritual.
"O Papa Leão está nos trazendo tanta esperança e aquecendo tanto o nosso coração... A esperança da gente partilhar nossa fé, mostrar que ainda é possível crer em Deus, vivenciar a Igreja e viver isso na nossa vida quotidiana", relatam os participantes sobre a importância do encontro.
Entre os peregrinos está a Irmã Natanieli, membro da instituição Dalmanutá. Nascida em Pelotas, ela destaca o caráter expansivo da comunidade, que teve origem no Uruguai e depois se expandiu para a Argentina, o Brasil, onde ela reside atualmente, e o México. Acompanhada por um grupo de irmãos da mesma comunidade, a religiosa afirma que a jornada serve para acompanhar de perto não apenas o Papa, mas toda a comunidade eclesial presente. Para ela, estar no meio de tanta gente representa um momento de experimentar profundamente a unidade universal da Igreja.
A logística exigiu dedicação dos fiéis: foram aproximadamente 12 horas ininterruptas de viagem de ônibus durante a noite, com foco total na chegada a tempo para as celebrações. Conforme o planejamento do grupo, o descanso físico e o regresso a Pelotas ficaram programados para imediatamente após o término das atividades religiosas no Uruguai. A expectativa coletiva é de que a experiência fortaleça a prática da fé nos lares e comunidades de Pelotas, consolidando os ensinamentos e a mensagem de esperança deixada pelo Papa Leão nesta visita à América do Sul.
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